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Os Deuses e os Demônios muitas faces têm

Afinal, qual é a face oculta de Deus? Como são os anjos? Auras etéreas de alva cor, esfumaçadas que nos remetem pureza e magnitude, talvez. Na realidade, não sei dizer-lhe com certeza. Há que se lembrar que nosso planeta é composto por bipolaridades, portanto, existem além das divindades, os seres mais profundos, obscuros e mutuamente mais raivosos: os demônios.

Eu, nunca vi nenhum anjo, nenhum deus, muito menos, o diabo. Na realidade, nunca os vi em pessoa, mas já os visei frente a frente muitas vezes através das coisas da vida e daquilo que se chama de morte, inexistente para mim, uma vez que a vida é eterna. Apenas mudamos de lugar.

Vejo anjos na feição das pessoas bondosas, praticantes da caridade. Dentre essas feições de doçura, pode-se muitas vezes ver um enorme foco de luz sobre essas pessoas e até asas e auréolas. Ou é coisa de Deus, ou talvez venha do sentimento de amor. Sei apenas que é sagrado.

A caridade, o afeto, o amor... Estes sim são encontrados nos anjos terrestres. Sentimentos nobres e desprendidos de qualquer materialismo, de qualquer exacerbado amor por si próprio.

O rosto das divindades está estampado naqueles que são feitos dos bons sentimentos. Sim, porque, sentimentos, são vividos além de sentidos. E eu, vejo um anjo, uma boa alma, em qualquer sorriso de criança ou de qualquer pureza encarnada.

Não raro, vejo o diabo transpassar no semblante de alguns indivíduos. Eles aparecem quando se vive a raiva, o ódio, o rancor, do desamor, a inveja, o orgulho... As criaturas impuras, ignorantes, desprovidas de qualquer coisa boa, sopram em nossos ouvidos, palavras horríveis, que se tornam pensamento para mais tarde causar choro de tristeza ou até, mais raiva, mais ódio, mais dor.
Vi esses demônios muitas vezes. Inclusive, quando ao me olhar no espelho, notei que ali não estava eu. Era outra parte de mim, que se revolta e se exibe quando eu vivo os sentimentos mais sujos que alguém pode viver.

Há tantas faces de anjos e demônios estampadas em nós, encalacradas em nossos corações, que pode ser feito de luz ou de trevas. Na realidade, deve ser semelhante a uma floresta de mata fechada onde se encontram clareiras que deixam o sol entrar e brilhar sua luz.

Ninguém é de todo ruim por pior que seja. Mas deve-se lembrar que os fins não justificam os meios, todos erramos. Mas sempre haverá uma chance de acertar e fazer de novo.

Quanto aos sentimentos de angústia, orgulho e narcisismo, creio ser culpa dos próprios homens. A angústia de não saber o que se quer. O orgulho de querer ser melhor, de estar muito, muito além do que qualquer outro, embora o outro esteja na mesma condição que o primeiro. E o narcisismo daqueles que, em vez de sair de seu casulo e ir a luta pelo justo e pelo bom, ficam a se mirar no espelho d’água, como se dependessem somente de si. Como se esperassem da água que surgisse um falso milagre capaz de resolver todos os seus problemas. Um milagre que tenha teu semblante. Um milagre que é a copia de ti mesmo.






Carol Bohone
Enviado por Carol Bohone em 10/10/2007
Código do texto: T689049
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Sobre a autora
Carol Bohone
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 24 anos
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Carol Bohone