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A JANELA

Todos os dias, passando pelo mesmo lugar, ela pode observar uma silhueta meio escondida por detrás de uma janela.

Enquanto percorre a rua arborizada,ela pensa; porque alguém se esconde e como será  aquele alguém?

O pulsar de seu coração aumenta à medida que ela se aproxima da casa, cujo número já sabe até de cor,casa 187.

Não existe um dia em que aquele vulto ali não esteja.Será que um dia poderá contemplar seu rosto? Ver o tom dos cabelos e a cor de seus olhos? Seria a tal figura de um homem ou de uma mulher? São perguntas que não querem calar.

Para sua surpresa ao aproximar-se da casa, percebe que tanto cortinas, quanto venezianas, neste dia estão abertas...

Mal consegue acreditar que irá desvendar o mistério.Os passos agora parecem trêmulos; ela anda mais lentamente aproximando-se, como caçador que não deseja assustar a presa.

O segredo será desvendado e ela verá o rosto que se esconde por detrás de uma cortina.

Eis que surge a imagem de um homem.Ela sem poder respirar pela expectativa,pode observar o corpo desnudo e definido,pele branca como leite, cabelos lisos e tão claros quanto a luz do sol.

Dada a importãncia do momento, deixa a bolsa cair ao chão, e então ao levantar-se, vê que ele já desapareceu,permanece por detrás das cortinas, deixando a doce lembrança.

E ela, segue seu caminho naquela rua,na esperança, de que amanhã,novamente o olhará.
Célia F
Enviado por Célia F em 16/12/2005
Código do texto: T86608
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Sobre a autora
Célia F
Diadema - São Paulo - Brasil, 57 anos
130 textos (4683 leituras)
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Célia F