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“O primeiro beijo”, de Clarice Linspector

O texto se encontra na 3ª pessoa, o autor narra a história do pequeno rapaz que havia tido sua primeira experiência com o sexo oposto, mesmo que de uma forma surreal.
O autor não se introduz na história, a narra analisando todos os acontecimentos como se estivesse ao lado do protagonista.
Podemos dizer que a realidade do conto consiste na paixão do rapaz por sua primeira namorada, e no ciúme dela. Podemos também entender como real, a dúvida que o menino tem quanto a sua experiência com a estátua.
A dúvida é o sentimento mais presente em toda a construção da narrativa. Talvez a necessidade que o menino estava de beber água o tenha feito sonhar um pouco mais. O encontro dos lábios do menino com os lábios da estátua da mulher nua, despertou sensações que até então não havia conhecido. O fazendo vivenciar experiências marcantes para sua vida como homem.
Considerando Foucolt quando diz que o autor cria elementos cruciais para sua obra, podemos concluir que neste conto de Clarice Linspector, ela evoluiu como elemento principal a estátua da mulher, que da base para todo o transcorrer do conto, para todo o contexto irreal do conto. Foucolt também diz que todo texto contém um certo número de signos que o remete ao autor, que não necessariamente tem que participar ativamente do texto.
E se formos considerar Sartre quando diz que o autor prevê o final da frase e que os leitores estão sempre adiante da frase que lêem, veremos o quanto Clarisse Linspector apostou em seu conto. Ela sabia o que devia esperar. Sartre diz que toda obra é concreta e que é a imaginação dos leitores que faz com que a obra tome vida. E foi justamente o que aconteceu aqui.
Se formos comparar o texto de Clarisse com o filme Big Fish, e o conto de Júlio Cortásar, primeiramente veremos que em Big Fish e Continuidade dos Parques o autor se introduz no texto, participa. E já em “o PRIMEIRO BEIJO”, ele apenas narra uma situação da qual não fez parte diretamente. Nas três obras a interpretação é um fator essencial, e somos guiados pelos autores de forma implícita ou explícita, a dar vida a elas. E somente assim, independentemente da forma como o autor se coloca, é que poderemos desvendar o que nos é apresentado.
Laine
Enviado por Laine em 18/06/2005
Código do texto: T25476
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Sobre a autora
Laine
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 34 anos
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Laine