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A civilização da loucura

Hoje vi uma cena deprimente: um repórter perguntando à uma vedete do espetáculo
se o uso de lingerie evitava a traição...diante da previsível afirmativa tive vontade de sumir..
"Ó tempora, ó mores.."
Só numa sociedade que perdeu todo sentido da decência uma pergunta dessa pode ser feita
só numa sociedade evidentemente podre um ser coloca numa peça íntima a garantia da fidelidade de alguém..
só numa sociedade profundamente, essencialmente desumana, a matéria inerte,morta, assegura a continuidade de uma relação, ou seja a relação verdadeira está já putrefata...
E isso é celebrado, incentivado...
Meu Deus, isso é loucura!...
Para a lucidez iriscidente de Debord, os tempos espetaculares são o reino da irracionalidade galopante do espetáculo desde que a toda-poderosa economia enlouqueceu...
Debord tem cada vez mais razão nessa sociedade insandecida
Disposta a lançar fora os ultimos traços de decência em troca da evidência de seu mundo vazio
Que ela louva nessa arena insana chamada mídia.
Estamos nas entranhas de um monstro e não queremos ser Jonas...
Léo Pandorinho
Enviado por Léo Pandorinho em 30/10/2006
Código do texto: T277809
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Sobre o autor
Léo Pandorinho
Vitória - Espírito Santo - Brasil, 32 anos
5 textos (117 leituras)
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Léo Pandorinho