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Por que a EDUCAÇÃO é o futuro da nação?

Uma sociedade estruturada em diversos segmentos dá possibilidades de haver uma administração pública equilibrada, porque as pessoas em geral têm mais consciência social sobre os fenômenos dessa vida em sociedade. Mas é importante salientar a existência paralela de outros fatores como os interesses, a transparência, os objetivos, os princípios, todos fundamentados a partir de um consenso geral. A formação de uma nação está pautada em diversos vértices, pois esta construção só evolui desde que haja uma homogeneidade ou sincronia entre os aspectos que abrangem a esfera social.
Diante dessa breve abstração pretende-se chegar ao sistema educacional brasileiro, o qual, há décadas, entrou em decadência por inúmeras razões como a ausência de políticas públicas que visem ao aperfeiçoamento da classe docente e da infra-estrutura. É perceptível a inexistência de objetivos traçados pela administração pública a qual não procura alcançar os fundamentos essenciais da educação, ou seja, a classe discente tem uma formação mal projetada, ou melhor fragilizada, porque o ensino básico é conduzido com extrema deficiência, sucessivamente o aluno não alcança o êxito, por diversas vezes alunos passam de ano (ou reprovam), no entanto não sabem ler, escrever, interpretar e nem muito menos produzir conhecimentos, isso tudo já foi comprovado por vários estudos e através de provas que visam à avaliação do ensino. Além disso há também a inexistência de fiscalizações e estatutos que busquem regulamentar a educação pública e privada, pois nesta última constantemente é perceptível a decadência, como por exemplo supletivos oferecidos por preços simbólicos em um curto período de tempo, em torno de 15 a 30 dias, ou seja, muitas vezes os alunos não conseguem aprender em 4 ou 3 anos, dependendo se for ensino fundamental ou médio, imagina em poucos dias, a propaganda deveria ser “compre o seu currículo escola!r”, isso é um absurdo. Tudo isso implica a não evolução da educação no Brasil. Visto que só não basta alfabetizar, mas sim construir uma sistemática baseada no progresso do alunato paralelo ao desenvolvimento do país, porque dessa maneira existirá uma “produção” de idéias, conhecimentos, fazendo com as pessoas possam formar suas próprias concepções sobre a vida em geral, conseqüentemente esses fatores refletirão na economia (elevação do PIB, geração de empregos), saúde (conscientização da prevenção de doenças, qualidade do serviço público), aspectos sociais (a marginalização diminui consideravelmente) , culturais (preservação e desenvolvimento das crenças, valores e princípios) , isto é, o país terá a possibilidade de gerar suas próprias tecnologias (podendo expandir internacionalmente e ficar independente da produção intelectiva das nações desenvolvidas), assim haverá um redimensionamento em todos os parâmetros sociais, como a descentralização de renda, diminuição da violência, surgimento de novas organizações mais estruturadas, por exemplo moradias dignas com saneamento básico e higiene, sendo projetados e observando os fatores positivos e negativos dessas ações.
Um modelo econômico que fornece Educação de qualidade e gera empregos, não dá comidas, mas fornece às pessoas meios mais eficientes e duradouros, através de uma profissão e um emprego, a pessoa passa a compor sua identidade, sendo dessa forma o início da sua independência, e, além disso, gera valor para a sociedade com o seu trabalho . Já as políticas sociais desenvolvidas no Brasil, como o “Bolsa Família” só possibilitam uma “melhoria” passageira, porque ela só ocorre enquanto o indivíduo estiver recebendo esse auxílio mensal. Além de esses programas serem ineficientes para manutenção, os indivíduos sentem ativamente a ausência ou o inexpressivo emprego de investimentos em super e infra-estrutura (que atualmente gira em torno de 1,5% do PIB), refletindo no sucateamento de vários segmentos dos serviços públicos.  A incorporação dos “programas assistencialistas” demonstra que o Governo desenvolve a inexistência de dinamismo no país. Perdurando o atraso, tornando essa “assistência” permanente, quando deveria ser uma ação emergencial, ou seja, passageira.
Infelizmente a realidade do Brasil ainda está longe daquela idealização estruturada do sistema educacional, contudo é fundamental iniciar uma nova formação do povo, visto que a mudança e a reestruturação do país dependerão do Estado (governo e sociedade consubstanciados), procurando todos entrar em consenso quanto as suas diferenças e prerrogativas, porque dessa maneira o país inteiro terá uma melhor qualidade de vida e conseqüentemente evoluirá.


Thaíse Andrade
Enviado por Thaíse Andrade em 17/09/2007
Código do texto: T656520

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Sobre a autora
Thaíse Andrade
Recife - Pernambuco - Brasil, 29 anos
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Thaíse Andrade