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FIREWALL, Segurança em risco

FIREWALL, Segurança em risco , de Richard Loncraine,EUA/2006.

Este é um filme que aborda uma realidade nua e crua da vida moderna. Tristemente dura. Em especial, os moradores de grandes cidades brasileiras já estão acostumados, mas o crime abordado já chega nas pequenas cidades.
Filme tipicamente americano: um casal bem sucedido, filhos , um bom emprego, uma boa casa e um cachorrinho. Não chega a surpreender, mas é real, e muito.
FIREWALL aborda a temática de assaltos, mas um tipo de assalto com requintes de crueldade que assombra: o seqüestro e cárcere privado pacatas famílias de funcionários de bancos obrigando o Chefe da família a colaborar com os delinqüentes.

FIREWALL está dentro de nossa vida, considerando o volume da informática no nosso cotidiano, particularmente nos serviços bancários. Ninguém está livre desse tipo de ameaça. Seqüestros, seqüestros relâmpagos, assaltos simples, assaltos a condomínios por quadrilhas especializadas, roubos de senhas e de cartões, fazem parte do dia-dia moderno das delegacias de polícia. Muito mais expostos são os que estão mergulhados no controle do sistema bancário e lidam com valores, ainda mais nestes tempos bicudos que enfrentamos.. Contudo, ao lado deles está a modernidade e o conhecimento que colocam a disposição dos clientes. Conhecimento e tecnologias que dominam.
E o pleno uso dessa tecnologia é que vai salvar a vida da família. É adquirir viver e conviver com produtos de tecnologia avançada, entendê-los e dominá-los, usando( a tecnologia) em casos de extrema defesa.
Vivo dizendo que , quando faço a crítica, procuro extrair o que de bom pode ser usado na vida real. Um filme onde nada, ou pouco ,  se extrai só nos faz perder tempo e nos dá maus exemplos. Se bem que temos espetáculos culturais com enredos superficiais e rasos para atender a todos os gostos e , bom, ......a turma do BBB que o diga.
 De FIREWALL, pode-se extrair o pleno uso do conhecimento , o domínio daquilo que se é responsável para salvaguardar a própria instituição e a sociedade. O gerente do banco responsável pelo sistema de segurança-interpretado por Harrison Ford- fez isso. Tanto que a parte final do filme foi a soldo da localização do cão fujão da família com um GPS na coleira. Coisas ao alcance de poucos , mas tecnologia já disponível no Brasil.
Contrapõem-se uma quadrilha de sem o mínimo de escrúpulos e uma família com o pai em cheque e o filho carecendo de permanente apoio médico.
É certo que a situação é cinematográfica, mas temos de tirar ensinamento da certeza da família em sair daquele atoleiro e para isso agia de acordo com seus princípios. Aí vem o ensinamento do filme: nada de fantasiar-se ou endeusar-se , ou até glamourizar-se, a ação bandida. O que foi fortalecida foi a ação do chefe da família que, além de proteger aquilo pelo qual era pago(sua função no banco e , claro, seu emprego) não descurou da atenção á família. Um detalhe: nada de polícia.
A Síndrome de Estocolmo passou longe. Seguidamente ouvimos, no rádio, TV e jornais, depoimentos de  vítimas de assaltos desse tipo falarem que os marginais foram educados, atenciosos, como se a própria violência cometida não fosse um verdadeiro atentado. É certo que a vida não tem preço e vale tudo para preservá-la.
A violência praticada nesse tipo de delito na vida real é inaceitável , devido aos requintes de crueldade, talvez maiores até da que foi apresentada no filme.
FIREWALL é um filme instrutivo e muito.

O Brasil é o maior produtor e exportador de trojans do mundo da informática, infernizando a vida de quem depende desse meio sensacional para sua vida profissional e lazer. Ainda aguardo um filme nacional sobre bandidos cibernéticos que praticam seus crimes e saem ilesos debochando da sociedade. Outros crimes bárbaros praticados por bestas-fera já foram glamourizados por cineastas nacionais.
Nos filmes americanos em hipótese alguma os bandidos vencem. Estes só são endeusados nos filmetes tupiniquins. Depois não reclamem porque o Brasil é o país da impunidade.


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FLAVIO MPINTO
Enviado por FLAVIO MPINTO em 22/04/2006
Código do texto: T143333

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Sobre o autor
FLAVIO MPINTO
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 65 anos
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