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gueixa

MEMÓRIAS DUMA GUEIXA

perda

Onde
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medo

Começo a falar do filme, contando a origem do poema "perda". Surge como epígrafe a esta resenha, é a primeira história que retive: um monge escreveu um poema num mosteiro com três palavras, depois apagou-as. O poema continuou a ser lido, mesmo depois de apagado, o seu nome: "perda".
Quem conta esta história é a narradora do livro, do filme… As memórias começam com a saída da casa dos pais, onde ela e a irmã são vendidas. O pai é pescador, a venda surge por ocasião do adoecer da mãe. O seu destino, irem para a cidade onde são revendidas. A primeira casa onde são apresentadas só fica com uma das irmãs, a narradora: destino, gueixa. A outra irmã, mais velha, um, dois anos?, vai para uma "casa de prazer".
A água, presente nos olhos e no horóscopo da heroína, vai ser e fazer presença nas memórias e reflexões, estamos a acompanhar um diário: o livro. Personagens da história: a menina de nove anos que fica na casa; onde somos apresentados à dona da casa que deixa a casa em herança a uma sucessora, a trama da história passa por saber quem venha a ser; uma gueixa principal que vai ter uma ajudante, saída da escolha entre a menina de nove anos e uma duns dez a quem é entregue mal chega; esta entrega é feita por uma governanta da casa que escolheu a olho uma das irmãs, recusando a outra; a outra vai para outra casa, de onde foge depois das irmãs se encontrarem.
A irmã de nove anos, depois de peripécias para fugir, não consegue encontrar a irmã que foge sem ela. Esta morre para a história, é um pouco como se morresse para a vida? Sem uma casa, a jovem está perdida… Irá aparecer na história mais uma presença feminina determinante, uma outra gueixa formada na "casa". Esta, conseguira a sua independência, sendo vendida a um protector. Quando isso não acontecia, continuavam a trabalhar para "a casa".
Contando de vez a história destas mulheres da história: a menina de nove e a menina de dez crescem, aos treze catorze são substituídas por novas actrizes no filme. A mais velha é escolhida para assistente da gueixa principal, a menina de nove anos agora uma bela rapariga virgem duns treze anos vai ser escolhida para assistente da outra gueixa principal, a tal já vendida e com um protector.
Vemos a assistente de gueixa (têm um nome próprio dessa condição) ser formada para gueixa principal, ser leiloada para lhe ser tirada a virgindade. Estamos a seguir o diário duma gueixa que foi a mais importante do seu tempo, tendo recebido o maior leilão. Entretanto vem a II Guerra Mundial, a invasão americana do Japão, a gueixa que mal se torna gueixa é enviada para o interior e vive como camponesa durante três anos. Vai ser tirada do seu desterro por um dos homens da história, para seduzir mais um homem que entra na história depois da invasão.
Neste ponto começo a pensar evadir-me da história, daquelas onde tudo acaba bem. Depois de muita violência, duma existência de ódios e paixões mais entre mulheres nesta história, sem excluir o papel masculino. Acaba por ser uma história de amor: uma menina que aos nove anos conhece o Administrador, único nome pelo qual é referido, mesmo existindo até ao final feliz… com ele; este dá-lhe um gelado, continuando depois na companhia de duas gueixas o seu passeio. A menina que recebe o troco do gelado, fazendo com esse dinheiro (daria para comer durante um mês…) um pedido e uma jura de querer ser gueixa e desejar reencontrar o dono do lenço onde lhe é entregue o troco do gelado.
Leiam o livro, vejam o filme: fica este aperitivo.

{Cá vos deixo uma resenha do filme duma ida ao cinema na sexta-feira, espero gostem!
Uma Boa Semana!! Saudações Recantuais!!!

Deixei o "O" aberto (estático...) sem pálpebras, qual olho de peixe, esbugalhado... mirando emerso nas águas o... Onde/ O/ medo... se assusta presa de si mesmo, em pura... "perda".

No poema, transformo a perda em "achado", descoberta e vida! Assim seja a perda, de tudo que nos fica, vivifica - vive e fica, mesmo fazendo falta, sem medo.}
Francisco Coimbra
Enviado por Francisco Coimbra em 08/05/2006
Reeditado em 08/05/2006
Cˇdigo do texto: T152309
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Sobre o autor
Francisco Coimbra
Portugal
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