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GLADIADOR

GLADIADOR, de Ridley Scott, Estados Unidos,2001
FLAVIO MPINTO

Existem filmes que não perdem a atualidade,  mesmo defasados no tempo. È  que abordam  temas que não morrem e , então, se tornam clássicos  inesquecíveis.
GLADIADOR é um desses. Outro dia assisti uma versão muito antiga desse épico e pouca coisa notei de diferente, guardadas as devidas proporções de aplicação da tecnologia no filme.
Na atual, com muito mais tecnologia, claro, mais uma apresentação sublime de Russell Crowe, tal como faria mais tarde em MESTRE DOS MARES. No entanto, não podemos, em hipótese alguma, tratar de GLADIADOR com os olhos de hoje e com a realidade que vivemos e sim com os olhos voltados áquele tempo, mas não deixando de observar a parte subjetiva que apresenta.
O filme trata nada mais nada menos da projeção de poder de Roma e suas conseqüências. Uma visão cristalina de como projetava e tratava quem estava na linha de frente política e militar.
O César Marcus Aurelius, no ano de 180 AC e  depois de quase 12 anos de afastamento de Roma, lutando contra os bárbaros na Germânia, sente que necessita retornar á capital do Império Romano. Chama seu fiel e respeitado general MAXIMUS DECIMUS MERIDIUS, e confessa-lhe que desejaria tê-lo como condutor dos destinos de Roma e depois passasse o controle ao Senado numa República. Tudo em detrimento de seu filho, o ambicioso político COMMODUS.
Para comprender um pouco da trama, com as chagas da sociedade romana á mostra, teríamos de entender  a ROMA Antiga, sua conjuntura, a sociedade política, os escravos, os gladiadores e os jogos.
Na pessoa do Gen MAXIMUS também se mostra a formação do militar romano e em toda sua extensão o EXÉRCITO ROMANO, os objetivos nacionais de ROMA, o  uso do Exército como Projeção de Poder, a  batalha naquela época ( estratégias, táticas, poder de combate, valor dos comandantes e combatentes) e algumas coisas típicas de tropas de guerreiros, como   gritos de guerra, símbolos e rituais. A que se ressaltar, também, uma alusão filosófica aos soldados como os Guardiães de Platão, tão bem alicerçados nos valores expressos nas atitudes de MAXIMUS  e seus homens nos  PRINCÍPIOS DE CHEFIA E LIDERANÇA ( intrínsecos aos militares) vistos no filme, como  conhecer sua profissão, servir de exemplo, conhecer e cuidar do bem estar de seus subordinados, treinar seus homens como uma equipe, assumir a responsabilidade de seus atos, dentre outros. E ainda  motivação autônoma,  respeito e valor da família, respeito superior/subordinado,  reconhecimento mútuo, responsabilidade nos atos, a responsabilidade do exercício do comando e suas ações, tudo dentro de um quadro de formação e disciplina muito bem delineada.
Vale a pena observar com nitidez o confronto de valores essenciais na formação de determinados grupos, com destaque, é claro, os militares, políticos e os gladiadores. Ao redor deles giram o que podemos chamar de  as “vivandeiras de quartel” .
Reforça-se  o destino dos militares como  gerenciadores de Crise devido a sua formação.
É um filme épico de fôlego e vale a pena vê-lo novamente e sentir a atmosfera dos interesses na passagem de poder.

“ Quando vier a guerra ou a crise, não haverá tempo para preparar os líderes. Eles já deverão estar prontos e serão os artífices do processo que reconduzirá á situação de paz e equilíbrio.”
Cel Mario HECKSHER Neto
FLAVIO MPINTO
Enviado por FLAVIO MPINTO em 27/08/2006
Código do texto: T226392

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Sobre o autor
FLAVIO MPINTO
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 65 anos
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