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Título ainda não divulgável
Esta resenha foi escrita pela personagem do Romance Sensual que escrevo e será lançadoainda não sei quando. Desavisados navegantes ao abismo absoluto de um obstinado amor, permitiram-se divagar num revolto mar, ou quem sabe, num céu rebordado de estrelas.Tudo na vida tem seu preço, mas será que o tributo pode ser fraudado quando é alto demais e não se pode pagá-lo?
 Une Femme Fatale
Ela desabrochou numa linda noite bem no início da primavera!
Em quimeras, sortilèges delicados ela resplandeceu. Era Lua Cheia.
Seu olhar cintilante, seu sorriso farto, branco e beatifico abduziu-me ao etéreo prazer com anjos.
Formas, curvas, carne quente, coração pulsante, sedutora e misteriosa menina-mulher.
Ela cresceu no jardim triste pedroso e sem vida do meu coração; _ Doce sensação de viver, ser feliz!
Cultivou flores no meu deserto particular, irrigou meus olhos de lágrimas transbordando meu ser de encantamento, ternura e prazer.
Transformou os meus dias em cores, perfumes, intensidade... Ela em mim aconteceu!
Trazia na voz o meu destino, nos olhos meu desatino e no corpo a minha perdição.
O que me apresentava meses a fio assemelhava-se a felicidade de uma nova vida de uma nova paisagem de mundo.
Precisávamos muito mais de nós mesmos do que qualquer outra coisa, e nossas almas unidas acoplavam-se em algum cantinho do nosso eu; _ Era amor!
Trnsformou meu universo enchendo minha vida de estrelas, de encantos... Até mesmo em pensamentos, fazia meu ser arder em chamas.
Não sei até hoje se Fada, Anjo, Feiticeira ou Demônio, o que sei é que me entorpecia de um amor profano, leviano que por engano de intenção, numa teia bem tecida enredava-me a caminhos longínquos de luxúria e tesão.
Eu era um mártir de suas carícias de seus afetos, ela era “Une Femme Fatale”.
Aprisionava-me em correntes de seda, assim, sentia-me livre mesmo estando na prisão do seu olhar de mar.
Escreveu nossa história em papiro com tinta púrpura e caneta de pena de alguma ave de um paraíso perdido na densa floresta de um corpo de perdição e devaneios.
Esqueci-me de ler minha sentença e assinei sem pestanejar meu calvário.
Eu a colhi como a uma flor e a poesia de seus toques suaves, angelicais deixava-me embevecido, pois, tudo era ilícito, mágico, envolvente... Eu adoeci de amor!
Ela me seduzia mil vezes por dia, e eu, não sabia se, felicidade ou farsa, só sabia que era um visgo de vício inebriante...
Ela era uma fêmea poderosa e sedutoramente voraz, enlouquecedora a tirar-me a paz!
Um dia, um abismo se instalou e como um pássaro ferido, tombei a seus pés trôpego de amor.
Ela arrancou-me as asas deixando-me debater em dor contorcendo-me ao solo frio de um quente ardor, amor!...
Perdi a direção de minha própria vida, de meu próprio eu, e mesmo assim ela continuou a ser "Une Femme Fatale".
Já não sabia em que havia me transformado e recolhi-me dentro de minh’alma esquálida com os olhos vidrados de lágrimas;_ de dor!
Assim, de mim partiu, e ainda hoje posso afirmar por tudo que com ela vivi... Ela foi meu mito, meu rito, minha solução e a minha perdição!
A mais linda, a mais suave, terna e doce menina-mulher, ou, mulher menina...
O que sei é que se eternizará em mim... “Une Femme Fatale”.
 
B L
 
 
 
 
 


edna fialho
Enviado por edna fialho em 20/12/2010
Reeditado em 03/08/2012
Código do texto: T2682146
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
edna fialho
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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edna fialho



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