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Resenha do livro´´Conversa com quem gosta de ensinar (Ruben Alves)``.

Ainda me lembro dos anos que estudei na conhecida escola tradicional, onde teríamos que dar uma resposta ensaiada, não dando à mesmice, decoreba, a mesma seria considerada errada. Concordo plenamente com Ruben Alves, quando ele fala que o professor e o educador são seres diferentes, num mesmo ser humano. O professor é naturalmente aquele formado, subordinado ao sistema, empresas e governo. O velho conhecido como o tio da pastinha, aquele de sempre, onde ele entra na sala com o mesmo animo de sempre, quer dizer com o mesmo desanimo de sempre, aplicando sempre o mesmo conteúdo dos livros didáticos recomendado pela secretaria de ensino. A meu ver aqueles livros são para usa-los como base, e claro que podemos diversificar as nossas aulas, o nosso método de ensino, para que possamos fazer despertar nos alunos o desejo da leitura ou mesmo o desejo de apreender.
O Educador é de vocação assim diz o Sr. Ruben Alves, independente de subordinação, de condições favoráveis ou não, ele está pronto para ensinar.
O imediatismo é que prevalece, o de grande valor, o que sai rápido é melhor, parecem não termos mais tempo á perder. Por que plantar um Eucalipto? Por que é organizado, muito bem enfileirado, deixando a margem de visibilidade adequada e cresce rápido, ou mesmo um pé de abobora que dá frutos com até seis meses, assim obstruindo caminhos do conhecimento do desenvolvimento. Que feitiço matou a educação? Talvez a industrialização.
É sabido que todo mundo que tem contato com crianças de uma maneira ou de outra ele é um professor, claro apresentando o mundo á ela na sua visão, até um dia ela crescer ver e entender o mundo da sua maneira. Por tanto temos que ter a consciência e sensatez na hora de proferir a palavra para o seu receptor, por que cada teoria mesmo ela social é de certa forma pessoal.
Mas não deixar de lhe prestar os conhecimentos necessários, todo mundo que empenha com seu esforço para um conhecimento é resultado do desejo de conhecer coisas que para ela julga ser importantes.
No principio tudo era palavra, todas as coisas provinha da palavra, apalavra tem a intenção mágica de trazer a existência, de manter viva a promessa feita, a promessa de um perdão. A palavra é a testemunha de uma ausência.
O pensamento aparece onde a visão falha e logo em seguida é proferida a palavra, que de uma forma ou de outra vem carregada de conhecimento.
Quando está lhe faltando algo o corpo fala, afinal o corpo de certa forma é o centro das atenções. Ruben Alves, diz que o propósito da educação é domesticar o corpo.
A sociedade e a propriedade privada nos fez estupida por que só consideramos nosso um objeto quando o adquirimos. Utilizada até no erotismo como fantasia não passa de matéria ou bem. Depende do conhecimento onde tudo está na necessidade de viver. Até os mais religiosos que acreditam num céu vivem numa batalha rigorosa juntos com todos nós por um momento do agora, o hoje, por pura necessidade.
É péssimo para a educação, palavras e mais palavras simplesmente jogadas ao vento sem nenhuma relação com a vida, principalmente com a vida social.
Toda a verdade gira ou passa pelo corpo e toda a verdade da escola passa por educadores.
Dizem que uma tendência dos filósofos é indagar e não se preocupa mais com ensinamentos direto ao povo. Os cientistas estão em uma nova tendência; á de enfrentar uns aos outros, nada daquela velha tradição de fazer uma sociedade racional.
Isso é péssimo por que podem chegar ao nível de prejudicarem a capacidade de comunicação.
Palavras e mais palavras com a preocupação central nos alunos e professores. Mas é sabido que; muitos não têm a disposição para mexer em algo. Diz, vamos deixar como está só pra ver como é que fica. Em todo discurso há um pouco de ideologia, sempre quer levar um pouco do Eu. Na visão de Mark a sociedade não é constituída a partir do discurso. O discurso era nada mais que uma reflexão da sociedade, nada além do pensamento.
Com isso pode desfazer a ideia dita aqui anteriormente que a palavra é o principio de tudo. Eu acredito que nada mudou, deixa como estar! Assim é mais fácil.
Uma vespa nasce cresce reproduz e depois morre, este é um ciclo normal dela e tem mais já nasce com todo o conhecimento, esse ciclo passa de geração em geração sempre com a mesmice. O bom é que estão livres do sofrimento da aprendizagem, porem não estão livres da fadiga do dia a dia por saberem exatamente o que vai acontecer no futuro. Bem diferente para nós, graças a Deus. Falo graças a Deus sim, por que já imaginou que chato, que agonia saber de tudo, já pensou que vida monótona sem expectativas, sem ansiedade e sem esperanças. O grande barato da vida é viver as descobertas e educando-se.
A educação é formadora de humanos, assim diz Ruben Alves. Quanto mais estudamos menos animais nos tornemos. É proposto um acordo de objetivos para uma educação de qualidade. A educação acontece por vários meios, pois há várias agencias transmissoras de do saber, por exemplo; A escola, clube, empresa a cidade em si o meio onde vivemos. A escola deve deixar de ser um espaço de transmissão de informações e passar a estingar a criação do saber através da pesquisa. Essa escola deve ensinar os alunos buscar informações, mas o mais importante é fazer pensar de forma reflexiva. Diz ele também que a ideologia e a ciência são duas coisas totalmente diferentes e mais todo discurso tem uma grande parcela de ideologia, por isso vejo que aí também tem uma grande mentira encravada nesse meio. Ainda dizem que o cientista está fora da realidade, mas é ele quem busca a verdade. Em que circunstancia o discurso é verdadeiro? Geralmente ele vem carregado de interesses pessoais, ao contrario dos discursos educacionais. Todo aquele que tem contato com crianças ou faz o seu discurso está ensinando e de fato esse ensinamento tem que estar alinhado com interesses comuns.
Numa proposta educacional são proferidas milhares de palavras oriunda do nosso organismo, mas não por isso elas são mais fortes do que o nosso próprio organismo. Essas mesmas palavras são geradoras de discursos ideológicos.
Às vezes apontando para as leis do capitalismo, professores utilizam dos discursos para suas desculpas. Ruben Alves, diz que a escola é aparelho ideológico do estado e suas regras são decorrência das misérias das grandes estruturas. As grandes misérias existentes na educação são por causa dos acordos mesquinhos entre professores e cientistas.


Marcos Ribeiro de Macedo
Enviado por Marcos Ribeiro de Macedo em 13/10/2011
Código do texto: T3275219

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Sobre o autor
Marcos Ribeiro de Macedo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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