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PADRÕES DE MANIPULAÇÃO NA GRANDE IMPRENSA

         Perseu Abramo, autor do ensaio Significado político da manipulação na grande imprensa, como professor trabalhou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Universidade de Brasília, Universidade Federal da Bahia, como jornalista atou nas redações de O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, jornal Movimento e Jornal dos Trabalhadores, este pertencente ao Partido dos Trabalhadores – PT.  A apresentação do livro, O legado ético de Perseu Abramo e de Aloysio Biondi, é realizada por José Arbex Jr., editor especial da revista Caros Amigos, do jornal Mundo – Geografia e Política Internacional, professor na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero de São Paulo e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O responsável pelo prefácio, intitulado A atualidade dos estudos do jornalista e professor Perseu Abramo, é o jornalista e professor universitário Hamilton Octavio Souza. Posteriormente, o texto escrito por Perseu Abramo em 1988, o ensaio inédito Significado da manipulação ma grande imprensa. O término do livro é o posfácio Mentira e Caradurismo, escrito por Aloysio Biondi, originalmente publicado no Anuário de Jornalismo – 1999 da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, sendo depois publicado também na revista Caros Amigos, uma publicação da Editora Casa Amarela de São Paulo em agosto de 2000.
          Para José Arbex Jr., responsável pela apresentação do livro, a “grande mídia” brasileira é uma das mais competentes do planeta, tanto o jornalismo que em nada perde para qualquer grande jornal mundial e a Rede Globo, uma das cinco maiores redes de canal aberto do mundo; bem como as campanhas publicitárias, mundialmente famosas e premiadas. Entretanto, o que Perseu Abramo e Aloysio Biondi abordam no livro é que essa “grande mídia” é uma coluna de sustentação do poder, essencial como fonte legitimadora das medidas políticas anunciadas pelos governos e das “estratégias de mercado” adotadas pelas grandes corporações e pelo capital financeiro; sendo comparada a um “partido” que, intitulando-se porta-voz e defensora dos “interesses gerais” da sociedade civil, defende os interesses específicos de seus proprietários privados. Biondi aponta um novo “padrão de manipulação”, não analisado por Abramo, a “aceleração tecnológica” existente nos dias de hoje, provando ser um eficaz instrumento de dominação. Essa rapidez das informações atualmente, seja com a instantaneidade e abrangência da internet ou a televisão, faz com que as notícias se fragmentem demasiadamente, sem tempo de pensar e criar um olhar crítico, pois fica tudo muito “mastigado”, rápido demais para análises, sem obstáculos em persuadir os receptores das informações.
          O autor do prefácio aponta ainda, que muitos acreditam que a prática da manipulação deliberada, no máximo, emprega-se nos grandes fatos internacionais; e que no Brasil, os casos de manipulação da informação contra o MST a cada dia mais se multiplicam. Embora realmente haja manipulação em algumas notícias veiculadas sobre o MST, deve-se considerar que eles próprios colocam a sociedade contra eles, com atos de violência que nada tem a ver com democracia e direito de expressão. Por outro lado, o próprio governo os apóia; como o Ministro de Direitos Humanos Paulo Vannuchi, em uma matéria da Folha de São Paulo: “O MST é mal compreendido. É um movimento que tem compromisso com as leis e com as regras da democracia. Ele evita o que ocorre, por exemplo, em outros países, como uma guerra civil.” Resta saber que leis são essas que apóiam a destruição... Como exemplo de manipulação relacionada às informações veiculadas sobre o MST cito a matéria intitulada Multinacional do protesto no jornal Zero Hora, por Humberto Trezzi, da qual cito algumas expressões: “ares de Cuba”, “militantes de esquerda”, “slogans revolucionários”, “aula prática de conflito agrário”, “cânticos rebeldes”, “Babel de discursos socialistas”.
          Segundo Hamilton Octavio Souza, os estudos de Perseu Abramo revelam que o jornalismo praticado pelo mercado é um instrumento de controle político das elites, diverso dos interesses do povo brasileiro. Assim, os veículos de comunicação social foram transformados em reprodutores do discurso oficial. Não só na época de FHC, período criticado no livro, como nos dias atuais, com o governo Lula. O jornalismo brasileiro só mostra as desculpas esfarrapadas para toda esta “sujeira” em que se transformou nosso país; mostram que as CPIs não geram nenhum resultado, apenas mais e mais mentiras.
          O autor ressalta a ocultação de aspectos da realidade, total ou parcial, a fragmentação nas edições e a inversão da relevância das informações; métodos observados na mídia hodierna. Um exemplo desta ocultação é a fome, principalmente na região Nordeste brasileira, ignorada pela mídia e pelo governo; bem como, a situação da saúde pública, do sistema educacional e a segurança dos cidadãos.
         Hamilton Souza aborda o fato de as chamadas de jornal não apresentarem nenhuma relação com os fatos reais, mas apenas com intenções e declarações de pessoas do governo devidamente comprometidas com a reeleição de FHC. Embora seja a oposição, hoje isso acontece com o governo do PT, onde toda a mídia o apóia com matérias positivas, e consequentemente sua reeleição.
          Em seu ensaio, Perseu Abramo, inicia destacando a manipulação na informação, uma das principais características do jornalismo no Brasil. O efeito mais notável dessa manipulação é que os órgãos de imprensa refletem uma realidade artificial, apresentada no lugar da realidade real.  O público, por sua vez, capta essa imagem artificial da realidade criada pela mídia, não percebendo diretamente, mas aprendendo por conhecimento. Sendo assim, a manipulação das informações se transforma em manipulação da realidade. O jornalismo, não só o brasileiro como o mundial, atualmente é um “inventor de realidades”. Cria, inventa, oculta aspectos de um fato, de uma realidade. Por exemplo, o mundo vê nosso país como uma terra de marginais, bandidos, uma “terra sem lei”, do futebol e das mulheres peladas no carnaval, logo nos vêem como preguiçosos que não fazem nada. É essa a realidade que é mostrada na mídia mundial sobre o nosso país, não se mostra os aspectos positivos existentes no Brasil.
         A gravidade desse fenômeno origina-se no fato de que essa manipulação é a essência do procedimento geral na produção cotidiana da imprensa. Entretanto, matérias isoladas podem ser apresentadas para contestar a característica feral. Segundo Abramo, é possível observar cinco padrões de manipulação gerais, sendo o último especifico para o telejornalismo.
 1. Padrão de Ocultação - Ausência e presença dos fatos reais na produção da imprensa. Opera no “momento” das escolhas de pauta, na escolha dos fatos jornalísticos e não jornalísticos. Estes dependem das características do órgão de imprensa, da sua linha editorial. Decidindo-se que um fato “não é jornalístico”, não há a chance de que a população tome conhecimento de sua existência por meio da imprensa.
 2. Padrão de Fragmentação - O “resto” da realidade jornalística é despedaçado, fragmentado em fatos particularizados, desconectados entre si. Este padrão ocorre no momento da opção das informações que o texto conterá. Para esta fragmentação há duas operações: a seleção dos aspectos que a imprensa apresentará ao público e a descontextualização, pois ao serem isolados como particularidades de um fato, perdem seu significado original ou recebem outro, diferente e até mesmo contrário.
 3. Padrão da Inversão – Fragmentado o fato em aspectos particulares, ocorre a destruição da realidade original e a criação artificial da outra realidade. Esta inversão acontece de quatro formas: inversão da relevância dos aspectos (o detalhe pelo essencial), inversão da forma pelo conteúdo (a apresentação pelas informações), inversão da versão pelo fato (a versão do fato tem mais valor que o fato em si, chegando a dois extremos, frasismo, abuso da utilização de frases para substituir a própria realidade e oficialismo, a melhor versão é a fonte “mais oficial” de qualquer segmento da sociedade) e por último, a inversão da opinião pela informação (substituição, total ou parcial, a informação pela opinião). Ao público não restam alternativas, senão aceitar e consumir como critério de ação a opinião que lhe é autoritariamente imposta, sem que haja a condição necessária para distinguir entre informação e opinião.
 4. Padrão de Indução - Aqui, o leitor é induzido a ver o mundo não como ele é, mas sim, como querem que ele o veja. Esta indução a enxergar outra realidade, até mesmo divergente da real, é conseqüente da manipulação do conjunto dos meios de comunicação.
 5. Padrão específico do jornalismo de televisão e rádio – O fato é apresentado sob os ângulos mais emocionais e sensacionalistas possíveis. As imagens e os sons mostram particularidades dos personagens envolvidos, seus depoimentos, apoios, críticas, dores e alegrias. A autoridade do fato tranqüiliza a população, submete o povo ao seu controle, assim, desencorajando qualquer ação. A emissora ou o apresentador reforça esta mensagem da autoridade ou a contesta quando a primeira mensagem não é tão eficaz.
         Estes cinco padrões de manipulação só reforçam o poder da mídia, maior que qualquer outra entidade no mundo. Tudo é mostrado de acordo com o que querem que seja veiculado, como se “o mundo todo” fosse apenas o que nos é mostrado. Isso nota-se principalmente no padrão de indução. Só o que for “fato jornalístico”, o que for apresentado na mídia é o que a população terá conhecimento. Em relação ao padrão de ocultação, é impossível não acontecer, pois, não há espaço para todas as informações, é preciso fazer uma seleção. A não ser que ocorra em demasia, como o caso do Jornal Nacional do sábado 17 de junho. O primeiro bloco foi inteiramente dedicado à morte do humorista global Bussunda, sendo apresentadas entrevistas com os humoristas do Casseta e Planeta, perfeitamente aceitável; o que não justificava era a entrevista do apresentador dominical Faustão.
         Ao contrário do que muitos defendem, o jornalismo deve ser não-neutro, não-imparcial e não-isento diante dos fatos da realidade. Entretanto, o órgão deve orientar a sociedade na formação da opinião, na tomada de posição e na ação concreta como seres humanos e cidadãos, buscando o máximo de objetividade possível. No entanto, a objetividade necessita de conhecimento, vontade, controle e método. A única forma de reduzir ao máximo o erro involuntário e impedir a manipulação deliberada da realidade é fazer jornalismo com objetividade. É claro que há uma falsa objetividade, onde frequentemente os dados mais aparentes e espetaculares de uma realidade são também os mais irrelevantes e secundários. Torna-se fundamental separar e distinguir informação de opinião, de forma que o público perceba momentaneamente o que é exposição da realidade e o que é ajuizamento de valor.  Na imprensa brasileira, é  difícil encontrar o máximo de objetividade, pois  a distinção entre informação e opinião nem sempre é possível, às vezes é confusa. O espectador ou leitor comum não prestará atenção a estes “detalhes”, sendo o público mais persuadido.
          Para Abramo, a distorção da realidade pela manipulação da informação é deliberada, tem um significado e um propósito. Embora os proprietários das empresas de comunicação sejam os principais responsáveis pela distorção da realidade e pela manipulação da informação, não são os únicos: o anunciante e a ambição por lucro muito intervêm. Consequentemente distorce-se e manipula-se para agradar anunciantes e consumidores. Esse efeito é mais notável na pequena imprensa, onde o peso de cada anunciante é considerável. O autor evidencia que os órgãos de comunicação estão integrados à lógica econômica do capitalismo, e assim também às lógicas do poder e da política, e é aí que se encontra a lógica da manipulação jornalística. Seguindo essa lógica, temos um exemplo bem recente do que tem acontecido em nosso país, relacionado à Copa do Mundo. Vemos a Globo e seus comentaristas defenderem Ronaldo Fenômeno, apesar de todos os escândalos que já causou nos últimos meses, sem levar em consideração que na estréia do Brasil no mundial, as grandes chances de gol foram perdidas por ele. Só que com uma reflexão mais atenta, percebe-se que muitos anunciantes, tendo como figura principal o camisa 9 da seleção brasileira, escolheram a Rede Globo para publicizar seus produtos.
          Perseu Abramo sustenta a afirmação de que os grandes e modernos órgãos de poder, semelhantes aos partidos políticos, e que por essa razão, precisam recriar a realidade para exercer o poder, e para tanto, precisam manipular as informações.
 1. Assim como os partidos políticos têm suas teses e manifestos, os órgãos de comunicação têm suas linhas editoriais. Semelhança que me parece óbvia, porque qualquer órgão de comunicação vai ter o seu estilo, a sua forma de dar a notícia.
 2. Os partidos têm regimentos internos, enquanto os órgãos de comunicação têm seus manuais de redação e normas de trabalho. Outra questão que nem é preciso  comentar, pois é claro que internamente tem que haver uma organização.
 3. Os partidos têm seu aparato material, bem como os órgãos de comunicação, mas frequentemente mais diversificado e moderno que o da média dos partidos. A função do jornalismo é levar a informação às pessoas, portanto é essencial que se tenham equipamentos para uma maior eficácia e rapidez.
 4. Os partidos políticos têm seus filiados, dirigentes centrais e intermediários, ao passo que os órgãos de comunicação têm o seu equivalente: empregados, chefes, editores, dos quais são exigidos mais adesão e fidelidade que nos partidos. Essa reflexão de Abramo, também se torna evidente, pois na maior parte das vezes a comunicação dos partidos é voltada aos seus filiados, exceto em períodos eleitorais, enquanto os órgãos de comunicação visam atingir toda a população.
 5. Os partidos têm regras disciplinares com as quais aplicam sanções aos filiados que não as seguem, porém nos órgãos de comunicação são aplicados prêmios de reforço aos mais fiéis e até mesmo expulsões aos que se afastam da linha editorial. Esta semelhança reforça-se ainda mais em nossos dias, embora relacionada aos partidos, e mais especificamente ao PT, não seja mais tão forte assim.
 6. Os partidos têm sede central, diretórios e intercâmbio com entidades sociais; assim como os órgãos de comunicação têm matriz, sucursais, correspondentes e convênios com outros órgãos de comunicação. Essa é mais uma questão controversa, pois é assim com qualquer outra empresa, de qualquer outro ramo.
 7. Os partidos são um ponto de referência para a população, semelhante aos órgãos de comunicação que também são um ponto de referência para o seu público. Aqui é importante ressaltar que o efeito e a influência da mídia são muito maiores que o dos partidos.
 8. Os partidos procuram ter os seus meios de comunicação, enquanto que os órgãos de comunicação são seus próprios divulgadores de si mesmos como partidos. Tanto os partidos quanto os veículos de comunicação têm que comunicar-se, seja com seus filiados e possíveis eleitores ou com a população, como o caso da mídia.
 9. Os partidos tentam conduzir a sociedade, tendo um projeto histórico relacionado com o poder. Os órgãos de comunicação também procuram conduzir e sociedade, tendo também um projeto histórico relacionado com o poder. Ambos, ao longo das últimas décadas construíram o seu poder, seja criticando desde a ditadura militar, Fernando Collor, como os partidos, como os apoiando como os órgãos de comunicação.
 10. Os partidos têm maior representatividade quando expressam valores dos segmentos sociais, destacando entre seus membros os que exercem mandatos de representação legislativa ou executiva. Os órgãos de comunicação agem como se também recebessem mandatos de representação, alguns até proclamam-se como detentores de mandato. A população em geral, tende a se identificar com quem “parece” ouvir seus interesses e reivindicações, justificando essa última analogia apresentada por Perseu Abramo.
         Segundo o autor, os órgãos de comunicação se transformaram em entidades semelhantes aos partidos políticos, ao comportar-se e agir como tal.  Ao tentar intermediar a sociedade civil e o Estado, podem proclamar sua independência, não só diante dos anunciantes como diante do governo e do Estado.  Ao recriar a realidade ao seu jeito e de acordo com seus interesses político-partidários os órgãos de comunicação exercem todo o seu poder. Este fenômeno é mais notável na época em que vivemos, de pré-campanhas eleitorais, onde  a mídia divulga os atos bons e esconde os ruins dos políticos, os quais favorecem. Uma comparação inevitável, é que os órgãos de comunicação apóiam quem pode lhe trazer benefícios, bem como os partidos políticos.
         Aloysio Biondi afirma que no governo FHC, as técnicas jornalísticas e a experiência de profissionais foram utilizadas para encobrir a realidade e manipular o noticiário econômico e político.  Essa manipulação era generalizada e constante, porque poucos profissionais e veículos de comunicação manteram-se distantes em relação ao governo de Fernando Henrique e os interesses a ele relacionados. Biondi critica o governo burguês, mas atualmente o governo do PT construiu um caos muito maior. A cada dia surgem mais escândalos nos noticiários brasileiros e novas denúncias. Claro que, sem a imprensa, a população não saberia nada que acontece no Planalto. Todavia, apenas servem para o conhecimento público, pois não geram nenhuma conseqüência, os culpados não são responsabilizados por seus atos, restando ao povo responsabilizá-los nas urnas.
 Truque 1 – Manchete às avessas: A falta de ética chega ao extremo, invertendo completamente as informações para enganar o público.
 Truque 2 – Manchetes encomendadas: O governo fornece textos e dados estatísticos para serem noticiados com destaque. Essa estratégia é usada em muitos casos, como para obter apoio da opinião pública, impedir a formação de CPIs e assim por diante.
 Truque 3 – Cifras enganosas: A técnica utilizada é usar cifras que falam em milhões, pois os brasileiros se impressionam, não conseguindo ver a diferença entre milhões e bilhões.
 Truque 4 – Lide às avessas: Os editores escondem a verdade, ou seja, o lide, recolocando-o nas últimas quatro linhas do texto ao invés do início.
 Truque 5 – Prometendo o futuro: É apresentado ao público um futuro otimista no título. Para isso, escondem o resultado do mês, nas últimas quatro linhas, e é entrevistada  a fonte “mais oficial”, que como bom aliado do governo fará uma previsão de crescimento econômico.
 Truque 6 – O sujeito errado: O sujeito responsável da ação é equivocado.
 Truque 7 – O bife pelo boi: Deixa-se de lado o quadro geral, negativo, e se insere um dado positivo para dar destaque a ele no título e no lide.
 Truque 8 – O boi pelo bife: Ao contrário da técnica anterior, fala-se do todo para ocultar um determinado aspecto.
 Truque 9 – Omissão escandalosa: Nesta última técnica, Biondi, aponta que a mídia é conivente e cúmplice do governo, na medida em que ajuda a promover a omissão total e indecente da informação.
         Estas nove técnicas de manipulação no jornalismo econômico, e consequentemente político, ressaltam tudo o que foi apresentado no livro, e ainda mais, a ligação entre política e mídia. E o forte poder que ambos exercem sobre a sociedade, principalmente quando agem coligados.


ANEXO 1

Disponível em
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1804200619.htm

Ministro afirma que MST é "mal compreendido"

DO ENVIADO A ELDORADO DO CARAJÁS
 
          Integrantes do governo federal que estiveram ontem em Eldorado do Carajás saíram em defesa das ações dos movimentos de trabalhadores rurais sem terra em todo o país como forma de homenagear os 19 mortos do massacre ocorrido há dez anos.
Representando o Palácio do Planalto no ato, no sudeste do Pará, o ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) disse que o MST é "mal compreendido". "O MST é mal compreendido. É um movimento que tem compromisso com as leis e com as regras da democracia. Ele evita o que ocorre, por exemplo, em outros países, como uma guerra civil."
          Para o ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, desde que dentro da lei, todas as manifestações do MST e dos demais movimentos sociais são "bem-vindas" pelo governo federal. "Mobilizações pelo acesso à terra são bem-vindas. Agora, a gente não pode aceitar, e devem ser punidas no rigor da lei, ações como depredações de propriedades, matança de gado. É preciso sempre respeitar o Estado Democrático", afirmou.
         Para o responsável pela Ouvidoria Agrária Nacional, criada em 1999 pelo governo federal para prevenir e controlar os conflitos no campo, bloqueios de rodovia, seqüestros e os saques de alimentos nas manifestações devem ser condenados.
Procurados ontem pela reportagem, tanto o Ministério do Desenvolvimento Agrário como o Ministério da Justiça não quiseram comentar as ações do MST. O Desenvolvimento Agrário disse que os representantes do governo que comentariam o caso seriam os enviados pelo Planalto ao sudeste paraense. (EDUARDO SCOLESE)

Bibliografia


SCOLESE, Eduardo. Ministro afirma que MST é mal-compreendido. Jornal Folha de São Paulo. http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1804200619.htm

TREZZI, Humberto. Multinacional do Protesto. Jornal Zero Hora, oito de março de 2006.



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Giana Guterres
Enviado por Giana Guterres em 17/10/2007
Reeditado em 07/09/2011
Código do texto: T697885

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Sobre a autora
Giana Guterres
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