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UM ESTUDO SOBRE RIMBAUD

                               


A hora dos assassinos – o pequeno e mágico livro de Henry Miller – é um imperdível estudo sobre Rimbaud e também sobre o próprio autor; uma análise profunda sobre esta sociedade perdida e desorientada da qual fazemos parte.

A humanidade dividida, separada por crenças e regimes absurdos, submersa numa ignorância sem precedentes, perdeu a capacidade de se comunicar. O aparato tecnológico criou uma pseudocomunicação ruidosa, oca e sem sentido.

E ocorreu a maior de todas as tragédias: Deus desapareceu das mentes e dos corações humanos e foi substituído por ídolos de cera e de papel: o Deus morto de Nietsche e o desaparecido de Saramago.

O escritor americano amplificou o protesto de Rimbaud no século passado, triste século de guerras e destruição. E não fomos capazes de tirar proveito daquelas amargas experiências e voltamos a entregar a direção do mundo a fanáticos lunáticos do Ocidente e do Oriente.

Estamos a reeditar os grandes desastres que são as guerras promovidas por mentes corrompidas por ódios, rancores e preconceitos seculares.

A quem pertence a Terra?

Pertence aos que dispõem de maiores exércitos e marinhas. Aos que brandem o grande porrete econômico, protestou Henry Miller.

O que querem os governos?

Os governos não querem nada, querem apenas continuar sendo governo enquanto que a corrupção consome vidas e gera miséria e iniqüidade.

E o mundo vai se transformando em algo murcho, sem brilho, pois negra é a hora dos assassinos que estamos vivendo.
É mesmo verdade que o homem sequer começou a pensar, mas há nas profundezas de sua consciência adormecida uma esperança.

“Se um único átomo contém tanta energia, o que dizer do homem que contém Universos de átomos? Se é a energia que ele idolatra, por que não a procura em si mesmo?”

Sim, temos que concordar com Henry Miller e com Rimbaud, “temos que ser absolutamente modernos e nos afastar das quimeras, das superstições, dos dogmas para construir uma nova civilização,” e” produzir luz, e não iluminação artificial”, para que a humanidade do futuro não venha a protestar como o jovem poeta Rimbaud, e como Henry Miller, e como tantos outros, dizendo que tudo o que nos ensinam é falso.



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Nagib Anderáos Neto
Enviado por Nagib Anderáos Neto em 22/11/2005
Código do texto: T74891
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Sobre o autor
Nagib Anderáos Neto
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Nagib Anderáos Neto