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CÁRCERE-PRIVADO (Soneto)

Nesta minha ilusão de liberdade,
Eu fico a vigiar e a ver o mundo,
Do alto da janela num segundo,
Por detrás dos biombos e das grades,

Que protegem e  dão privacidade,
Ao meu parco existir, pouco profundo.
Enquanto  nas ruelas da cidade,
Desfilam vários clãs de vagabundos.

Mesclados aos passantes apressados,
Que vão e vêm - semblantes estressados -
No eterno lufa-lufa da jornada,

Diviso criminosos nas calçadas ,
E aqui neste meu cárcere-privado,
Sou livre para olhar, morrer, mais nada....
 
 
 
EMILIO CARLOS ALVES
Enviado por EMILIO CARLOS ALVES em 19/01/2006
Reeditado em 04/01/2007
Código do texto: T101166
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Sobre o autor
EMILIO CARLOS ALVES
Santos - São Paulo - Brasil, 69 anos
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EMILIO CARLOS ALVES