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334-MIGUEL RUSSOWSKY (2) Soneto-Glosa-Autobiografia

334-MIGUEL RUSSOWSKY-Soneto-Glosa-Autobiografia

HOMENAGEM  “MR”

PARTE 1:
PRESENTE DE ANIVERSÁRIO
De: Sílvia Araújo Motta
Para: Miguel Russowsky, Rei Sonetista.
Data: 24 de junho de 2005

MIGUEL RUSSOWSKY

Por Sílvia Araújo Motta(BH-MG-Brasil)

Análise Poética Amiga:
Acróstico-Decassílabo do
“Soneto aos 88 anos”,
do autor  Miguel Russowsky.

M- Mais um soneto, mais uma canção
I- Inspiração,  profética lição
G- Germina angústia, nos males dispersos
U- Uma vitória com flores nos versos
E- Escreve a história, dores, sons diversos...
L- Lúcida glória faz moção a Deus.

R- Revê nos “ontens: pó e espuma”, só.
U- Um “envelhecer-espinho” no caminho
S- Sem ter o “fruto”, quase causa a dó...
S- Suas “amadas-sem cor”, sem carinho...
O- O seu destino traz conformação:
W- Watts potentes: fé, luz, paz-correntes!
S- Sereno aguarda e faz confirmação:
K- Kyrie eleison:Senhor, tende piedade!
Y- Yes, a “esperança morre”... é uma verdade.
 Belo Horizonte, 24 de junho de 2005.

(*)Nota: Reparar o grifo nas sílabas-póeticas:
3ª, 6ª e 10ª posições.

Meus PARABÉNS, ó MIGUEL!

Neste teu aniversário
tu tens muito a agradecer:
-Faças teu brinde diário:
-Pois vale a pena viver!

Beijíssimos fraternos
da sua amiga virtual
SILVINHA.
---***---

HOMENAGEM  “MR”
PARTE 2:

SONETO AOS 88 ANOS
DE MIGUEL RUSSOWSKY
Recebido via-email, em 30-05-2005.

1-PLANTEI... SEMPRE PLANTEI E AINDA ESTOU PLANTANDO...
2-OS “ONTENS” QUE ERAM MEUS, VIRARAM PÓ E ESPUMA...
3-E AGORA EM “AMANHÃS”, SÓ VEJO NÉVOA – BRUMA
4-E UMA FEIOSA BRUXA, ASSUMINDO O COMANDO.

5-E OS AMIGOS, NO ALÉM, (MURCHINHOS!) ME CHAMANDO...
6-E AS AMADAS, SEM COR?... MURCHARAM UMA A UMA,
7-NOS INVERNOS HOSTIS? SEUS FRAGMENTOS DE PLUMA
8-NEM PENSAM COLORIR, DE AZUL, UM MEMORANDO?

9-DEVO COLHER?... COLHER O QUÊ?... CADÊ O FRUTO?
10-ENVELHECI... EM VEZ DA ROSA VEJO O ESPINHO
11-APLAUDINDO OS IRMÃOS, LÁ NAS ROSEIRAS TORTAS.

12-SE NÃO POSSO COLHER, PLANTAREI, RESOLUTO,
13-ATÉ OUVIR DE DEUS, AO FINDAR O CAMINHO:
14-É HORA DE ENTERRAR AS ESPERANÇAS MORTAS!
---***--

HOMENAGEM  “MR”

PARTE 3:

 GLOSANDO
em alexandrinos (dodecassílabos) o
“SONETO : AOS 88 ANOS” DE MIGUEL RUSSOWSKY...
Em: 30-05-2005
às 22:19:10h
(*)Nota: Reparar o grifo nas sílabas-póeticas:
 6ª e 12ª posições.


1-PLANTEI... SEMPRE  PLANTEI  E  AINDA ESTOU PLANTANDO...
as sementes alegres do meu grande amor.
Boa terra, futuro esperado sem dor,
recordando lições,  emoções vão chegando...
-------------------------------------------------------------

Minhas lágrimas tristes fizeram um clamor:
2-OS “ONTENS” QUE ERAM MEUS, VIRARAM PÓ E ESPUMA...
Na oração que rezei ao meu Deus e Senhor
eu pedi ao Espírito Santo que assuma
-------------------------------------------------------------

no presente, a jornada da LUZ que é só uma...
Tenho fé, mas parece que tudo acabou
3-E AGORA EM “AMANHÃS”, SÓ VEJO NÉVOA – BRUMA,
o meu barco no porto de outrora aportou.
-------------------------------------------------------------

O amanhã no passado já está desenhando
o horizonte tristonho que pesa demais
na saudade a chegar, eu me perco entre os ais,
4-E UMA FEIOSA BRUXA, ASSUMINDO O COMANDO.
-------------------------------------------------------------

5-E OS AMIGOS, NO ALÉM, (MURCHINHOS!) ME CHAMANDO...
-Venha amigo, trazer as notícias da terra...
Como estão as famílias sem pão, reclamando?
Por aqui, tudo é luz, e paz que tudo encerra.
------------------------------------------------------------

Companheiro onde estão tantas noites de lua?
6-E AS AMADAS, SEM COR?... MURCHARAM UMA A UMA,
sem perfume,  sem água, não sobrou nenhuma,
sem calor, sem amor, já nem moram na rua.
-------------------------------------------------------------

Busco o aroma em jardins e nos pássaros asas,
quero a paz do universo, não quero fortuna...
7-NOS INVERNOS HOSTIS? SEUS FRAGMENTOS DE PLUMA
vão unidos, felizes, para aquecer casas.
-------------------------------------------------------------

Não consigo sorrir, vivo quase chorando
eu plantei as sementes, reguei com carinho...
mesmo assim, borboletas fogem do caminho
8-NEM PENSAM COLORIR, DE AZUL, UM MEMORANDO?
-------------------------------------------------------------

9-DEVO COLHER?... COLHER O QUÊ?... CADÊ O FRUTO?
Ficou podre, bichado, seco antes do tempo...
já não quero plantar, vou vestir-me de luto...
------------------------------------------------------------

Isto não pode ser...o verão já chegou
10-ENVELHECI... EM VEZ DA ROSA VEJO O ESPINHO
entre as folhas e a chuva , a esperança brotou
-------------------------------------------------------------

Vou podar as roseiras, e as folhas já mortas,
vão à terra enfrentar nova transformação
11-APLAUDINDO OS IRMÃOS, LÁ NAS ROSEIRAS TORTAS.

-------------------------------------------------------------

12-SE NÃO POSSO COLHER, PLANTAREI, RESOLUTO,
caridade, amizade, humanismo e amor
com sementes regadas, para a paz eu luto .
-------------------------------------------------------------

Vou viver e escrever! Um minuto é importante...
13-ATÉ OUVIR DE DEUS, AO FINDAR O CAMINHO:
-Um segundo! O relógio do tempo é marcante...
-------------------------------------------------------------

Aos noventa ... Deus é complacente... e ... então...
Dá-nos novas sementes...de sonhos por que  NÃO
14-É HORA DE ENTERRAR AS ESPERANÇAS MORTAS!

---***---

Amigão Virtual Doutor Miguel Russowsky,

Tentei fazer CADA VERSO
ALEXANDRINO FRANCÊS CLÁSSICO.
Prefiro a CESURA NO MEIO DO VERSO,
DIVIDIDO EM DOIS HEMISTÍQUIOS,
 ISTO É, com RITMO BINÁRIO,
nas DUAS PARTES IGUAIS,
 muito usado por AUGUSTO DE LIMA.
Tentei colocar as DUAS SÍLABAS TÔNICAS
 exigidas, metro adotado no POEMA,
 que teve LARGA VOGA NA IDADE MÉDIA.
 Estudei-o há algum tempo e
 aprendi a admirar a versão do
ROMANCE DE ALEXANDRE,
de Lambert le TORT, ALEXANDRE DE BERNAY
E PIERRE DE SAINT CLOUD.

E ainda mais...Como sou ALEXANDRINA
quase PERFECCIONISTA,
algumas vezes, tentei colocar  o VERSO SUBMÚLTIPLO,
o TETRÂMETRO, embora tenha sido  uma forma
pouco usada pelos clássicos, por ter um grau MAIOR DE DIFICULDADE. Aprecio muito os versos de
 ALBERTO DE OLIVEIRA,  COM SÍLABAS FORTES,
 na terceira, sexta, nona e décimas sílabas.
 Deliciosamente... com sabor literário!
Não usei o VERSO ALEXANDRINO
FRANCÊS ROMÂNTICO, que
apresenta o RITMO TERNÁRIO,
em que a cesura deixa de coincidir com o HEMISTÍQUIO,
 adotado por  CAMILO PESSANHA.
Nem usei as RIMAS DODÉCIMAS com as alterações
 apresentadas por  VICTOR HUGO .
Não preferi o verso ALEXANDRINO ESPANHOL,
 tão usado por CASTRO ALVES.
Embora SEJA CONTROVERSO,
 gosto de usar o CAVALGAMENTO
OU ENJABEMENT, pois o pensamento
 fica mais completo.
Vejo como um certo charme
 e uma dificuldade elegante...
como defendeu-o CASTRO ALVES ,
e adotado TAMBÉM  por  AMADEU AMARAL.
Não ficou muito PERFEITO,
mas tentei manter a POSIÇÃO DOS  seus VERSOS,
APROVEITEI QUASE TODAS AS suas RIMAS,
 E COMO DE COSTUME DEI A VIRAVOLTA
NO  SENTIDO TRISTONHO,
ENCAMINHANDO-O PARA O FINAL FELIZ.
BJS,
SIlVIA-SILVINHA/ SIRIUS/SILU..
---***--
Meus PARABÉNS, ó MIGUEL!

Neste teu aniversário
tu tens muito a agradecer:
-Faças teu brinde diário:
-Pois vale a pena viver!

Beijíssimos fraternos
da sua amiga virtual
SILVINHA.
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil,
 21 de Junho de 2005.
---***---



---***---
Silvia Araujo Motta
Enviado por Silvia Araujo Motta em 23/02/2006
Código do texto: T115249
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Sobre a autora
Silvia Araujo Motta
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 65 anos
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Silvia Araujo Motta