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SONETO AO POETA MORTO


Na eterna busca da beleza que se ausenta,
vezes tantas, das linhas que não se harmonizam,
frustra-se o poeta sem o mel que o alimenta,
fogem-lhe as cores que na tela não matizam.
 
 
Roubam-lhe os sonhos raros, e d'alma a pureza,
roubam-lhe a visão já barrada pelos muros
que tolhem seu espaço, enjaulam sua defesa,
domando seu pensar na prisão dos escuros.
 
 
Chora o poeta. Entrega-se á amargura,
co'a mão inerte recusando a aventura
de registrar a mágoa desse seu momento.
 
 
Na festa fúnebre, império do seu vazio,
morre a vaidade na magia que partiu...
Nasce a tristeza na roupagem de lamento.
 
 
SP, 14/03/2006
12:19 horas
Cleide Canton
Enviado por Cleide Canton em 14/03/2006
Código do texto: T123274
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Sobre a autora
Cleide Canton
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Cleide Canton