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Vago Soneto

 És o meu único desejo, meu único pedido
 És o meu leito para chorar, és a canção pra sepultar,
 És minha única lembrança, minha única história
 És minha travessia na morbidez, és minha noite, plena sensatez

 És um temporal emaranhado, um temporal de  lágrimas
 És a armadilha deturpada, és a serpente depravada,
 És o veneno que entorpece, o filho pródigo das trevas
 És uma bala de canhão, és uma flecha no coração

 Sou teu esquecimento, teu rascunho
 Sou tua manhã mal recebida, sou tua desgraça renascida
 Sou o teu rude sacramento, o teu perverso embaraço

 Sou a besta malquista, és o servo da escuridão
 És minha covardia, és a minha vasta poesia,
 Sou o teu perjúrio, és a minha morte.
Lidianery Massari
Enviado por Lidianery Massari em 18/03/2006
Código do texto: T124739

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Sobre a autora
Lidianery Massari
Jacutinga - Minas Gerais - Brasil, 30 anos
17 textos (544 leituras)
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Lidianery Massari