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A BRIGA DAS FLORES (Lucas Candelária)

          Lucas Candelária

O lírio branco, um dia, contundente,
Gritou à força plena dos pulmões:
- A rosa é vil, escrava, inconseqüente,
Cheia de espinhos, cheia de ambições!

E a rosa, do seu trono, descontente,
Retribui às tolas agressões:
- Lírio, você parece puro e ausente
Mas traz n’alma um brejal de podridões.

E a violeta, que ouvira toda a briga,
Meiga como é, calada, humilde e amiga,
Deitou nos ares os dulcíssimos olores.

O lírio e a rosa, nobres, decantados,
Percebendo o vexame, envergonhados,
Esconderam-se, então, das outras flores!
A Estância de Sallis
Enviado por A Estância de Sallis em 27/03/2006
Reeditado em 27/03/2006
Código do texto: T129374
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Sobre o autor
A Estância de Sallis
Salesópolis - São Paulo - Brasil
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A Estância de Sallis