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Anestésico da Alma

Como posso sofrer tanto neste mundo
Se o mesmo me deu tantas ferramentas
Sendo usadas, elas enfrentam as tormentas,
Que me molham, mas que limpam o imundo?

Eu chorando, no hospital vou por vaidade,
Quando lá, vejo a criança tão doente,
E seu pai, em desespero, tão descrente,
Que consegue não chorar por caridade.

Isto posto, chego a simples conclusão:
Nem que eu queira terei tanto amor próprio,
Sem perceber, nesse meu ato, podridão.

Que desgosto é perder esta ilusão:
Que a bebedeira não é maior do que o ópio
Que anestesia sem ter dó meu coração.
Lupo
Enviado por Lupo em 08/04/2006
Código do texto: T135881
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Sobre o autor
Lupo
Ilha Comprida - São Paulo - Brasil, 41 anos
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