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Sertão

Trabalhando sem ter a liberdade,
Plantando o que se come na cidade,
Vivendo o que se vive com saudade,
Morrendo de velhice sem idade.

Calejadas são mãos que sem carinho,
Manejam a enxada com jeitinho,
Abrindo entre as matas o caminho,
Sentindo-se tão só sem ser sozinho.

Seu tempo nesta vida vai morrendo,
Sol-a-sol só família lhe interessa,
Que de fome ao menos não mais morre.

Este homem que parte não sabendo,
Que é tão pouca a vil terra que lhe resta,
Pouca terra honrados ossos cobre.
Lupo
Enviado por Lupo em 10/05/2006
Reeditado em 10/05/2006
Código do texto: T153466
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Sobre o autor
Lupo
Ilha Comprida - São Paulo - Brasil, 41 anos
44 textos (1391 leituras)
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Lupo