Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Soneto do corno

Paciência, ó virtude inacabada
Do depois, do amanhã que nunca é tarde!
Ah! mas é tanta, quanta esta ansiedade,
Que deslinda esta prosa desolada!

Tão descuidada e desregrada a amada
Minha é, que descuidou inda da verdade.
Feriu-me com ludíbrio e maldade
Sua inocente boca amarelada.

Ela parece insossa; mas não é, não!
Toda noite desfila ela despida,
Suave e desvestida, a pele lisa,

Branca, nos braços dele... Ó coração
meu! arrebita, palpita, inda ela pisa:
Na cama juntos, faz que está dormida!
Cirilo
Enviado por Cirilo em 27/08/2006
Reeditado em 28/10/2015
Código do texto: T226529
Classificação de conteúdo: seguro
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Cirilo
Caxias do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil
136 textos (7396 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 04:40)
Cirilo