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Último poema de amor ♥¨¨♥¨¨

Com tristeza no que resta ao coração,
Recordo-me dos sonhos em que te tive.
Como é doce a ilusão desse que vive
Preso nas grades férreas da paixão.

Mas a paixão, sendo paixão, é traiçoeira,
Domina qualquer mundo e com firmeza
Apunhala e destroi a fortaleza
De uma alma que não seja vil guerreira

E a minha? A minha alma? De tão ferida
Guarda no brilho do olhar melancolia
E nos versos, ao rimar, vê-se perdida

Porquê mataste, oh poeta, minha alegria?
Porquê sobrou desta paixão tão desmedida
Somente a dor, e o sepulcro... da poesia?



InSaNnA
TrabisDeMentia


Obrigada, poeta  Trabis pela ajuda e parceria!

InSaNnA
Enviado por InSaNnA em 24/10/2006
Código do texto: T272226

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Sobre a autora
InSaNnA
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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