O Cravo e o botão de Rosa

Amarrei-te em haste em meu humilde jardim,

E te reguei com queixumes puros de paixão,

Algozes foram meus felinos lábios enfim

Nos quais deixaste espinhos de rejeição.

Súplicas me tomavam o peito fraco e febril,

Em dor e pecado virulento, uma lenta agonia,

Tentar entender teu abraço penoso e ardil

Com gosto a mel, combalido e em cardo fobia.

A tua tez alabastrina, purpurinada, iludia o luar,

Estrelas fulgurantes e marítimas são o teu olhar,

Ah ramalhete de pétalas consteladas de prazer.

Presa em meus versos, tiras as cortinas do teatro,

Estreias “O Cravo e o botão de Rosa” no palco,

E eu de camarote a observo desprezar por lazer!

ROGERIO WANDERLEY GUASTI
Enviado por ROGERIO WANDERLEY GUASTI em 02/03/2011
Código do texto: T2823949
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