O Arqueiro

Desfigurada e ardente, como fogo.

Uma flecha reluzente, sem direção.

Procurando um alvo perfeito, seu coração.

Como a fúria de um arqueiro, te rogo;

E peço-lhe que perdoe-me, quero-te logo.

Com profunda clareza e exatidão.

Vejo-te hoje, mas amanhã talvez não;

Portanto, tudo para o alto, por ti eu jogo,

De abraços abertos, ao entardecer deste dia,

Que poderá ser o último, ou o primeiro,

Sinto-me alheio, natural insegurança,

De um simples diletante, que te aprecia,

E que lembras como ninguém do teu cheiro.

Pois ainda te espera e tem esperança.

Danilo Figueiredo
Enviado por Danilo Figueiredo em 02/05/2011
Reeditado em 02/05/2011
Código do texto: T2944277
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