Tirania da morte

A morte, hoje, é minha flâmula empunhada,

Na bandeira de bravura cor de bronze,

Nas imagens da pedra, da minha amada

Terra, Ilha do Mel, meu Penedo, minha fonte!

Expressão há de ser talhada na lápide,

Deste poeta que se imortaliza pelo dito:

Amar e sobreviver à indiferença são atitudes

De quem na formosura resgatou-se do maldito!

Que sejam as flores a coroar meu leito,

Eterno assédio do esquecimento,

Abraço que para meu peito!

O Céu me arrebatará nestes dias,

Nos quais me restam o aroma da chuva,

Pois nada pode vencer do tempo a tirania.

ROGERIO WANDERLEY GUASTI
Enviado por ROGERIO WANDERLEY GUASTI em 12/08/2011
Reeditado em 31/03/2012
Código do texto: T3155930
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