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RENASCIMENTO

A manhã põe a cara na janela
a preguiça matinal, candidamente,
encontra um sol esguio, incongruente;
o dia deslumbrante se revela.

A rua está deserta, ainda é cedo,
brinca de correr a luz-menina;
um anjo azul apaga a lamparina
que à noite, sem querer, queimou-lhe o dedo.

As coisas se preparam para o dia,
mãos que se ajustam, mãos marcadas;
consome a alma (cabe nestes versos?)

olhar o mesmo céu o tempo inteiro.
No entanto que prazer sentir de novo
no ar deste manhã o mesmo cheiro.
Enzo Carlo Barrocco
Enviado por Enzo Carlo Barrocco em 07/07/2005
Reeditado em 27/09/2005
Código do texto: T31873
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Enzo Carlo Barrocco
Belém - Pará - Brasil, 56 anos
733 textos (134367 leituras)
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Enzo Carlo Barrocco