Sonho sacrossanto

Minha alma é andorinha que se aninha

Nas tardes de seu fúnebre desencanto

Gemendo na tristura do seu pranto

Uma vontade que a muito me definha

Roubar de sua boca que amo tanto

A lágrima destilada que acarinha

Sua saliva doce que é só minha

Mas foge do meu beijo, entretanto,

Perdida no meu sonho sacrossanto

Lhe dou o meu amor que flui em cantos

Para purgar de vez o seu sofrer

E quando a noite traz-me o seu carinho

Minha alma, da andorinha é só o ninho,

Que abriga seu gemido de prazer...

GILMA LAISA
Enviado por GILMA LAISA em 20/06/2014
Reeditado em 20/06/2014
Código do texto: T4851862
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