Soneto De Perdição

Eu, que me lanço à saudade de mim,

Espalho flores nos cantos vazios
Da minha sala de amargas lembranças;
Flertando com a solidão sem fim.
 
Refletindo a morte no antigo rio,
Afogo-me nas mesmas desconfianças
Que adulteraram o meu ser assim:
Acorrentado, frio e sem bonanças...
 
Desesperançoso de esperançar,
A escuridão que clareia a noite
Nos candelabros do templo do amor.
 
À loucura do louco, o vil acoite
Que rasga a alma e que expõe a dor
No peito de quem nunca soube amar.



 
Professor Daniel Silva
Enviado por Professor Daniel Silva em 17/09/2014
Reeditado em 17/10/2014
Código do texto: T4964864
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