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Meu soneto em versos livres


A poesia enjoou da rima
e corrompeu meu último soneto.
Desmantelou o régio esqueleto,
ruindo a métrica que o arrima.

Versos livres romperam o preconceito,
apuparam a ortodoxia
da rima, que impõe à poesia
a sutileza do verso perfeito...

Não rimarei, sequer, de hoje em diante
um só verso. E se algum verso errante
vestir a roupa doutro já defunto...

Terei este soneto como prova
de quantas rimas sepultei na cova,
que este poeta enterrou-se junto.
Herculano Alencar
Enviado por Herculano Alencar em 15/09/2005
Código do texto: T50813
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Herculano Alencar
São Paulo - São Paulo - Brasil, 62 anos
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Herculano Alencar

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