SONETO DA GOIABA

Floresci, quando a flor branca passava

Rente à minha vista, tal como copo-de-leite.

Um pequeno furo na goiaba chorava

E o amor torturava aquele pobre sujeito.

Amar é como velar seu próprio funeral,

Amarrando cordas no caixão do sofrimento.

Amar é sugar parte de todo um seringal,

Sem causar dor e nenhum desmatamento.

Então, seguiremos assim, correndo.

Uma maratona, sem destino em meio ao fim,

Feito o sol da ventania no capim sereno.

Perfumando asas de borboletas no jardim,

Esqueci de todo o amor que sinto por ela.

No banco, chorei, querendo ela para mim.

Wesley Moraes
Enviado por Wesley Moraes em 06/02/2018
Código do texto: T6246671
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