SONETO MAKTUB

Em minha alcova onde uma rosa dista,

neste recôndito do pranto, da convulsão,

onde repousa a dor e a frustração,

quebra o silêncio da relutância mista.

Pende o relógio, marca da hora quista,

Contando o tempo do fim duma paixão;

Ou o regresso dessa prostração,

esta máquina denteada e feminista.

Vou revolvendo nesta vil teimosia,

A nulidade de cada poesia,

que estava escrita nas estrelas.

Posto que o amor reluz como o sol,

e esconde-lo é o mesmo que a um farol,

são poesias, melhor reescreve-las.

YEHORAM BARUCH HABIBI
Enviado por YEHORAM BARUCH HABIBI em 26/03/2018
Reeditado em 27/03/2018
Código do texto: T6291308
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2018. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.