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O que na arte fica até o fim  
Estrambose (Soneto Caudado)



Acendi a luz do meu camarim
Passei-me pó diante do espelho
Coloquei meu figurino velho
Neste dia estava todo assim:

Como coisa solta no espaço
Como o grande e louco cata-vento
Como inhuma no seu vôo lento
Com enorme peso no cangaço

Pisei no palco, tava sem acento
Lágrimas descendo pelo rosto
Todo mundo ficou mais atento

Mas eu fiz enfim com muito gosto
Saí de cena e fui pro camarim
Grato a Deus eu ardi que nem brasa:
Feliz é o homem que se casa
Com a arte e nela fica até o fim





Blog Dois Pernods
Enviado por Blog Dois Pernods em 11/09/2007
Reeditado em 13/10/2007
Código do texto: T647316

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