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Medalhas...

Não quero aquela farda que eu trazia
Num peito aquém de sonhos de ventura.
A noite envolve a luta e a mim jura
Jamais deixar o olhar rever o dia.

Na guerra enfim travada em folha clara,
Palavras versus homens e seus textos,
Venceu quem mais honrou os seus contextos,
A história então expôs a sua cara.

Sobraram corpos, letras, nada mais.
Sequer um ponto em terra afirma vida,
Nenhuma linha traça a despedida,

E assim calou-se o verbo com meus ais.
Trincheiras dão acesso ao meu poema,
Que morto é mais um corpo sem um tema.
Amargo
Enviado por Amargo em 18/09/2007
Código do texto: T657448

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Sobre o autor
Amargo
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil, 41 anos
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Amargo