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Pia palma

Não sobrou nada de mim, mas esta calma.
Uma dolência profunda e entorpecente
Como o abraço da paixão inconseqüente
Meio ao ruído pio: solitária palma.

As ondas em seu retumbar macio
Recitam um poema de abandono
Suave como o deleitar do sono
Pungente como a invocação do cio

Neste abismo de ausência e reencanto
Aturdido, esqueço-me e me encontro
Nas cinzas do meu tempo: espanto!

Quiçá então coubesse num soneto
A glória de encontrar-se em não se ver
E ser ao perder-se. Eis o nó deste dueto.
Pablo Macedo
Enviado por Pablo Macedo em 11/10/2007
Código do texto: T689923

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Sobre o autor
Pablo Macedo
Aracaju - Sergipe - Brasil, 39 anos
3 textos (25 leituras)
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Pablo Macedo