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Da imperfeição nasce o perfeito

De meus olhos, fizeram-se as lágrimas
De meus lábios, fez-se a dor
De meus olhos, desfizeram-se as mágoas
De meus lábios, clamou-se o amor

Das minhas mãos, voaram as pedras
Dos meus passos, traçou-se a mentira
Das minhas mãos, nada fere ou se quebra
Dos meus passos, o rancor se retira

Nasci anjo, noutro dia fui demônio
Pois da lucidez nasce o desespero
E do desleixo nasce o esmero

Sou poeta, logo retrato o que é perfeito
Em versos advindos da imperfeição
E cometendo meus erros dou voz à razão
Márcio Ferreira
Enviado por Márcio Ferreira em 14/10/2007
Reeditado em 15/10/2007
Código do texto: T694334

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Sobre o autor
Márcio Ferreira
Campinas - São Paulo - Brasil, 26 anos
12 textos (648 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 13:49)
Márcio Ferreira