Inverno

Final de amor, severo e frio inverno,
a desesperação. Intensa neve
caindo dentro d’alma, lenta e leve,
gelando a vida, que se torna inferno.

Momento triste que parece eterno,
nem soluçar, sequer, o ser se atreve,
na dor infinda do momento breve,
da morte de um amor que foi superno.

E neva n’alma a dor voraz, contunda,
da solidão maior - a mais profunda -
do triste fim do amor, mortal ferida.

E a neve, enfim, congela o intenso pranto
deixando, dentro em nós, o desencanto,
a sensação de morte em plena vida!
 
Brasília, 17 de Outubro de 2011.

Sonetos selecionados, pg. 84
Ciclos, pg. 19
Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 31/05/2020
Reeditado em 05/09/2020
Código do texto: T6963647
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