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EROSCÍDIO



Quando parece não haver mistérios de nós,
É quando mais há mistérios a desvelar,
São clandestinos e insuspeitos,
E nos penetram, viróticos, o peito.


Quando a Sorte, boa ou má, se estabelece,
É quando menos cremos no amor,
E traímos a Ventura, o Destino,
Em rocha frouxa, desatino.


Como se o raso caminho percorrido
Levasse-nos sempre ao abismo,
Do desencontro, um desencanto incolor.


Quem nos leva, senão nós mesmos,
Tristes andantes, infantes,
Ao Eroscídio, e depois chora a dor?



(REPUBLICANDO)

Tânia Barros
Enviado por Tânia Barros em 26/10/2007
Código do texto: T710229

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Sobre a autora
Tânia Barros
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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Tânia Barros