A VELA  ACESA

Olhava para aquela chama, inebriada.
Um prisma de cores em nuances. Incandescente.
Hora vermelha, hora azul, hora amarela.
Hora apenas um brilho singular e ofuscante...

Era uma singela luz, no meio do nada.
Projetava sombras bruxuleantes no chão,
na cadência da brisa que soprava displiscente
e jogava a chama, de cá prá lá, dançante...

Por que a vela estava ali a queimar, tão bela?
Alguém a colocara... era Finados, e em oração
pedia luz, certamente, para a pessoa amada!

Que iluminasse, que mostrasse o caminho
a quem por uma saudade jamais sanada,
oferecia uma luz, no gesto infinito... de carinho!

 
Simplesmente Romântica
Enviado por Simplesmente Romântica em 05/11/2020
Reeditado em 05/11/2020
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