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Soneto à Fome

Eu, que muito chorava de hora em hora,
Porque julgava sofrer sendo amante,
Conheci a verdadeira dor perante
A fome que existe no mundo afora.

Diante dela, que tantos devora,
O amor revela-se algo tão distante,
Que cantá-lo parece irrelevante
Até a mim que nunca a sentira outrora.
                         
Sobre o amor esqueça o que se foi dito,
Pois, caro amigo, diante da miséria
E da fome o amor não é tão bonito.

Amor parece apenas luxo, admito,
E hoje, faminto, insisto em repetir:
“É de pão, não de amor, que necessito!”.

Wedmo Mangueira – 11/10/2004
Wedmo Mangueira
Enviado por Wedmo Mangueira em 28/10/2007
Código do texto: T714187

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Sobre o autor
Wedmo Mangueira
Aracaju - Sergipe - Brasil, 34 anos
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Wedmo Mangueira