VOANDO EM PAZ









Quem nos dera sermos pássaros além do fim, 

Na quimera lúdica de voar em paz,

Além do próprio céu que desabar, assim,

Suplicando amor ao verso tão loquaz...





Quem nos dera voar além desse universo

De dores tão mundanas, no desvão da vida,

Coração é réquiem de um clamor disperso

Que suplica amor em cada breve lida...





 Quem nos dera ter a intrepidez das aves,

Livres, na verdade, além dos universos,

E do pranto que invade em cruciais enclaves...





Ah, pássaro livre de leve sina,

Perdoa-me por esses pobres versos

Só serem asas de uma breve rima.





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