Serenidade

 

"Na mão de Deus, na sua mão direita",

entrego, humilde, o tempo que me resta,

despida de vaidades, a alma em festa,

enquanto o cosmo infindo mira, espreita.

 

Divino julgamento aguarda e aceita,

com toda a luz que a fé, em si, empresta,

porque buscou a paz e foi honesta,

ciente que depois se faz colheita.

 

E nada teme, apenas segue adiante,

deixando as mágoas, todas, à montante

das águas do viver, até na enchente.

 

E se por mim alguém buscasse um dia...

Quem sabe algum poeta assim diria:

"dorme na mão de Deus eternamente"!

 

Edir Pina de Barros

 

Os versos 1 e 14 são de autoria de Antero de Quental, soneto NA MÃO DE DEUS

 

Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)
Enviado por Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado) em 12/04/2023
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