Por entre Campas

Ossadas brancas, mármores e cruzes,

Lágrimas círios, flores e gemidos,

Misto de orgulho e treva que conduzes

À mágoa tantos corações feridos.

Pranto e flores que valem, tantas luzes

E pompas? nada... fumos incontidos...

Crença do homem, por Deus, não mais abuses:

Deixa-os aspirar novos ideais subidos.

A morte que é? Transformação apenas?

Finam-se larvas e alam-se falenas:

E tudo assim, morrendo, se renova...

A humanidade é feita de crianças...

Rasguem-se crepes e ergam-se esperanças:

A morte é o berço de uma vida nova!

ROGERIO WANDERLEY GUASTI
Enviado por ROGERIO WANDERLEY GUASTI em 27/07/2023
Código do texto: T7846992
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