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Soneto à Gregório de Mattos e Guerra

Que se expurgue o clamor de quem pragueja,
dia a dia por permitir-se otário,
doa a alma, deixa as calças na igreja
para desfrute do gentil vigário.

Fala-se de trabalho, o Zé boceja:
"Num cunsigo vivê como um canário..."
prefere a débil fé que o eleja:
cordeiro de batina de um falsário.

"Jamais roube, ou mate, ou seja obsceno"
convenceu-se ao ouvir tal homilia,
comprou um lote do eterno terreno;

enfim irá sorrir de alegria,
escapou do inferno o bom sarraceno?
morreu de fome por vil simonia.



Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 22/12/2005
Reeditado em 22/12/2005
Código do texto: T89463

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351731 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
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