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Capitu

Pobre de ti, fêmea-fatali atemporal!
Teu homem, arremedo de coisa nenhuma,
foi na tua vida um fantasma perenal:
mata, em tua praia, tão efêmera espuma...

Abre teus olhos de ressaca divinal,
jamais deves temer a dor que se avoluma,
tampouco aceita dessa vida ser jogral,
pois da arte és a doce flor que me perfuma...

Por que teu mote há de ser a traição,
se em ti vive a mulher que salva o seu senhor?
Condenada por um delírio de paixão,

junto ao filho, mercê de um casmurro credor.
Nasceste livre, és, hoje, exílio e solidão...
Não seja bento, ou louco, ou pífio, o novo amor

Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 02/01/2006
Código do texto: T93387

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351726 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
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Nel de Moraes