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Um grito no silêncio de um Educador

PROFESSOR OU EDUCADOR ????!!!!!!!.

INTRODUÇÃO

“Lembre –se que nos últimos dias últimos dias virão momentos difíceis . Os homens se tornarão egoístas , Os homens se tornarão egoístas , gananciosos , cheios de si , orgulhosos , injuriadores de Deus , desobedientes aos pais , ingratos e maus. Não terão mas afeição , nem espírito de união... “ –2 Timótio 3:1-5.

As características principais e a definição do educador e do professor que abordo , saio buscando interpretação, uma análise onde procuro fazer um paralelo entre os mesmos .

Ambos têm hoje um papel extremamente importante na produção , na transformação e na circulação do conhecimento e , por isso eles constitui uma verdadeira aventura no interior do ser humano em busca das respostas para o mistério de sua condição.

Senões e erros talvez existem no presente texto , coloquei muito cuidado usei na sua elaboração. Com os decorrentes da inconstância e minhas fraquezas , haverei de esbarrar em gigantes muralhas invisíveis e intransponivél no decorrer desta análise .

Contudo, para a análise interpretativa a fonte de pesquisa utilizada foi o livro "Conversas com quem gosta de ensinar" de Rubem Alves. Onde o autor coloca com muita eloqüência o importante papel do “educador” na atual conjuntura do sistema educacional, e que o mesmo deve ser valorizado, já que está em fase de extinção, e portanto, deve ser trazido de volta, para que as escolas não seja apenas um local de aprendizagem meramente técnica e repetitiva, onde os professores constituem em excelentes reprodutores da ideologia dominante.
PROFESSOR OU EDUCADOR ?
Um educador, é antes de mais nada um agente transformador , e para tanto é impelido pela sua vocação , um Dom chamado missão, é a arte do ensinar e aprender , e toda vocação nasce de um grande paixão que se transforma em amor e grande esperança num novo alvorecer. Já o professor é profissão, é agente formador de mão de obra e de força de trabalho para o capital e para a produção, a sua atividade se identifica gradativamente com o treinamento na empresa.
Hoje me deparo com algumas questões em relação ao educador que merecem ser analisadas , como por exemplo, a sua função social ou econômica exercida na sociedade e o espaço à ele dado “permitido” . Questões essas , que merecem um profundo questionamento quanto as atribuições do educador em relação ao
Professor, que, a atual sociedade capitalista que busca um aperfeiçoamento técnico e científico cada vez mais apurado valoriza apenas o professor que por sua vez trata-se de constituir em um agente de repasse ou instrutor de técnicas onde são repassadas as ideologias dominantes sem qualquer crítica mais apurada.

Com isso, quando se fala do papel do educador na sociedade, devemos antes de mais nada questionarmos se ainda há educadores. Porque, como podemos perceber, o educador está sendo substituído pelo professor, onde o que para ele é importante é manter sua carreira profissional e não trabalhar realmente os ideais de mudança e de construção de uma sociedade mais consciente de suas atribuições e seus deveres onde é de suma importância a politização de seus membros, para que os mesmos possa exercer sua cidadania.

Contudo, não podemos admitir que já se extinguiram os educadores, mas que estão adormecidos e sem espaço na atual sociedade capitalista. Onde o espaço de trabalho está todo ele para os professores que como já foi mencionado é um especialista em reprodução ideológica do Estado. Porém, devemos questionar essa atual condição do educador, já que a palavra e a crítica são mecanismos de mediação de esperança exercida pelo mesmo.

Sendo assim, é imprescindível nos colocarmos em pleno agir e com isso acordar o então adormecido educador, que por mais que se questione está presente em cada um de nós e que infelizmente não deixamos que ele aflore, mas sim continuamos a escondê-lo por comodismo ou por falta de consciência da necessidade de sua atuação para a transformação da nossa sociedade. Com isso, o instrumento de que dispõe o educador é a palavra no desempenho de sua ação.

As iniciativas dos professores são determinadas pelas contradições postas pela prática social em que se defrontam as classes sociais e pela sua prática pedagógica. Na maioria das vezes, porém, tais iniciativas não ultrapassam o plano do imediato, uma vez que os professores não compreendem os determinantes profundos dos problemas que enfrentam no seu cotidiano pedagógico.

É preciso não perdermos de vista diferentes formas de compreender o real, principalmente quando se trata do ser humano. Educador e professor falam e vivem diferentemente. Todavia, aquilo que é vivenciado e analisado provoca mudanças mais profundas do que aquilo que é apenas ouvido, no plano do discurso. No fazer gera o saber.

CONCLUSÃO
Ao analisar o professor e o educador pode-se constatar que existem por parte do primeiro uma função mais de conservação dos valores instituídos pela ideologia dominante, e que, do outro lado o segundo, exerce um papel de mediador no sentido de transformação, onde, o importante é a vocação e o amor onde a principal preocupação é em formar cidadão, educar a pessoa.

O educador está sem espaço em nossa sociedade, já que a atual sociedade capitalista valoriza o técnico, e o professor é profissão, e consequentemente está inserido nesse mundo, onde o que interessa é a aceitação da sua condição.

Porém, é possível a convivência do educador-professor, sendo importante repensar a sistemática de sua ação. Pois, o que está em jogo é a formação de uma sociedade onde o que interessa é o bem comum e não as falsas ideologias.

BIBLIOGRAFIA
ALVES, Rubem. Conversas com quem gosta de Ensinar. 11a Ed., São Paulo, Cortez Editora/Autores
Associados, 1985.
BIBLIA
Tabita
Enviado por Tabita em 15/09/2006
Código do texto: T241231
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Sobre a autora
Tabita
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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