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Sumindo na sombra da janela

Não sei "se eu" ou se foi ela

A saudade ou o reboliço

Foi pertinho da janela

Que pensei nesse sumiço


Quando a gente ta sumindo

Sente a leve rebeldia

Coração só vai sentindo

Que a saudade se alivia


É verdade o meu sumiço

Fiquei quieta na surdina

Pois não quero reboliço

Quando a raiva me azucrina


Recebi os teus versinhos

E não quis nem responder

Me deixastes sem carinhos

Quando eu queria te ver


A surpresa foi a ausência

Nem mensagens receber

E fiquei nessa carência

O coração a esmorecer


Imaginei, não te queria

Que você me faz sofrer

Pois deixou-me na agônia

Na surpresa de doer


Depois do sumiço que destes

Fazendo viajens no mundo

Galante todo viestes

Dizendo esses 'verso' profundo


Eu queria não ter coração

Nem cabeça para entender

Mas entendo a tua razão

E meu peito por isso doer


Se te amo, eu sei que sim

Mas não posso te dizer

Pois o amor tão simples assim

Não se pode responder


Pois não quero revelar

Que por ti fico chorando

Quando as noites sem luar

Em lembranças suspirando


Agora amarrei o burro

Embestada eu fiquei

Sem paciência empurro

A tristeza que ganhei


Fiquei muito da faceira

Quando vi que ainda lembrava

Desta ovelha roceira

Que a muito te esperava


Um dia lembra, outro dia não..

Vai entender o que se passa?

Um dia rio, outro dia ribeirão..

É assim que a água escassa..



Só queria que as estrelas

Pudessem teu cabelo enfeitar

E deixando de mazelas

Teu rosto todo iluminar



Meu coração as vezes quer

E tem "vez"que não quer não..

Fica sempre sem saber

Por onde achar a razão.

NeveBranca
Enviado por NeveBranca em 24/08/2006
Código do texto: T224224
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Sobre a autora
NeveBranca
Curitiba - Paraná - Brasil, 33 anos
8 textos (588 leituras)
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