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Chorrilho de trovas II

Não guardo as flores que dou,
nem os beijos ofertados.
Escrevo aquilo que sou,
nos momentos inspirados.
 
Não esperes que as vá guardar,
são quadras soltas no vento...
São uma forma de amar,
já presa no pensamento.
 
São andorinhas voando,
tão livres no firmamento;
quero elas desenhando,
a forma do meu lamento.
 
Deste-me um beijo um dia,
no outro tu mo roubaste.
Ai menina eu queria,
o beijo que me tiraste.

As trovas são como as flores,
precisam ser adubadas.
Com beijinhos e amores,
logo ficam encantadas.

Venha cá menina tonta,
conte para mim a verdade;
Quando ele te deu a conta,
tu ficaste com saudade…

Se te amar é coisa pouca,
é o que tenho para dar;
Não sejas mulher e louca,
eu nem sempre vou esperar.

A mulher é violino,
que ao tocar fico rendido.
Pena é que o seu destino,
seja tocar só de ouvido.

Andorinhas e mulheres,
são beleza e liberdade…
Só que tu mulher não queres,
saber da minha saudade.

Na trova dei-te a verdade,
que trago no coração…
Beijo-te com lealdade,
por seres a minha ilusão.

António Zumaia
Enviado por António Zumaia em 20/11/2007
Reeditado em 20/11/2007
Código do texto: T745412

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Chorrilho de trovas II - António Zumaia
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Sobre o autor
António Zumaia
Portugal
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