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Trovas do amor dorido

Meu amado, a lua breve,
Turva em manto de mistério,
trouxe a brisa o vento leve,
fez de mim seu monastério.

Como aceitar triste sina?
Jamais serei tua donzela,
Sou mulher que desatina:
Perdoa-me a cantinela.

Plangem violas e coros,
Nervosos rangem os dentes,
Rouxinóis trinam canoros,
Sofrem almas decadentes.

Que débil pesar me assola!
- Sê justo, Deus, Meu Pai -
Rasgo a carta que te implora:
Não me culpes, a força esvai.

Liberta-me o vil segredo,
Quero um beijo que conforte,
Pois se em mim só vive o medo,
Dou-te sangue, ó mãe morte!

Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 05/12/2005
Código do texto: T81135
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351724 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 19:09)
Nel de Moraes