IGREJA NA RUA

IGREJA NA RUA – (Mt 16.13-20)

Na Dinâmica de Grupo liderada por Jesus, quando este lançou os fundamentos da Igreja, Ele não se encontrava no Cenáculo ou em casa debaixo de qualquer outro teto.

Quando foi ao Calvário na “via dolorosa” ou “via crucis”, acompanhavam-no alguns discípulos (ou todos?) e a multidão, andando na rua!

No Calvário, Ele morreu fora da porta. (Cotejar João 19.17 e 18).

Em Hebreus 13.12 e 13 diz que Jesus padeceu “fora da porta” e neste texto somos concitados a ir a Ele (Jesus) “fora da porta”, para “levar o seu vitupério”.

Alguém disse (Revista JUMOC, de ..., p. ) “nossa luta é lá fora”, nas trincheiras e não nas quatro paredes. (Reconheço que o templo é necessário para culto – que é local prioritário, para planos e avaliações, estratégias e outros fins. Mas, não é só no templo. É possível sim, uma Igreja “NA RUA”. Ainda que ocasionalmente.

A chuva, os granizos, a poeira, o vento forte prejudicam e, por isso, ela não pode se reunir sempre fora das portas, mas esporadicamente, sim! Não pode e nem deve dispensar o templo, as casas, mas não há impedimento de se reunir ao “ar livre”. Desconhece-se dispositivo bíblico contrário. Entendo que é facultativo. Não é o caso de Doutrina Bíblica, mas também, não é antibíblico se reunir nas ruas e praças.

Perceba-se que discorro sobre a “IGREJA NA RUA” e não sobre a “IGREJA DA RUA”. Como se a Rua fosse o seu único e ideal lugar de se reunir. Jamais! Para mim há radical diferença entre a “IGREJA NA RUA” e a “IGREJA DA RUA”! Apoio o primeiro caso e sempre pautei para fazê-la prosseguir, com realização de “Cultos Relâmpagos”, concentrações etc.

Muitos questionam as “Clarinadas Evangelísticas” e os “Cultos ao ar livre”. Citam o texto de Lucas 19.5, para contrariar. “Zaqueu, desce depressa ... quero pousar em tua casa”. (Note-se que Jesus quis “pousar” e não se reunir na casa de Zaqueu!) Ele estava de passagem!

Ver também Hb 13.14. Na evangelização não pode haver comodidade, mas dinamismo e movimento contínuo, pois a evangelização é a semeadura, quando o semeador não deve pensar em parar. (Ec 11.6). Ver ainda Mq 2.10 e Lc 10.4.

Há obreiros, verdadeiros homens de Deus, realizando trabalho com crianças de ruas, quer evangelizando-os, quer levando-lhes agasalhos e alimentos, em várias partes deste Brasil, nas várias denominações evangélicas do país. São pessoas que dão a vida para “chocar” vidas no Reino de Deus.

Se pensarmos em Abraão, deixando a Ur, dos Caldeus (Hb 11.8-10), podemos contrastar seus passos nas areias desérticas (não dentro de casa) com as festas sensuais do paganismo, que eram sempre realizadas a portas fechadas!

Paulo pregou em Filipos “fora das portas”, para a Pitonisa e depois se reuniu à beira do rio Ganges.

Os dez leprosos foram evangelizados “fora da porta”. Enfim, o desafio maior para a expansão do evangelho, foi sempre “fora das portas” E aí, existe ou não a Igreja Na Rua? Há algum dispositivo bíblico contrário? Se não é doutrina, pelo menos não se trata de caso que afronta doutrinas ou costumes bíblicos”.

Muniz Freire, 21 de janeiro de 2.003.

Fernando Lúcio Júnior

Fernandinho do forum
Enviado por Fernandinho do forum em 02/05/2012
Código do texto: T3646560