RESPOSTAS AOS ATEUS (2) em defesa de meu mano

“Até tu, tio PEL? Vamos devagar com o andor: 1) O deus judaico-cristão (Jeová, Deus) é um em milhões criados e cultuados pela humanidade. Não foi o primeiro, não será o último. 2) fui crente nesse deus e toda a mitologia bíblica. Me reservo-me o direito de não crer mais, logo, descrente. 3) não acredito na existência de deuses/divindades. Não sendo pio, sou ímpio. Deus, se existe (e penso que não), não anda com ímpios. Vc pode se desmerecer achando que não é nada sem Jeová. A crença nele o obriga a acreditar nisso. Eu sou desobrigado, logo, reconheço muita coisa em mim ao invés de ser "nada". Sou representante da espécie humana, sou marido amoroso, sou pai dedicado, sou amigo leal, sou professor qualificado, sou cidadão responsável, sou caridoso com que precisa, sou respeitoso com quem está acima de mim... Se isso é ser nada, eu discordo. Sua fé deprime e diminui as pessoas. Já estive sob ela e não volto mais. Por favor, não insista.Ainda assim ofereço meu abraço de sobrinho, sempre positivo e esperando o melhor, (nome do autor das notas acima)”.

Para não melindrar ninguém, deixei de nominar o autor e o destinatário das palavras acima.

Respostas:

(1) O Deus Yhaweh não é judaico, Ele é o Deus Eterno, Único e de todos os povos. Em Isaías 46.9 lemos: “Lembrai-vos das cousas passadas da antiguidade; que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim”; em Isaías 42.11 também lemos: “Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador”.

São vários os textos que estão expostos na Bíblia, principalmente no profeta Isaías, como o Deus a ser adorado por todos os povos. Todas as pessoas foram criadas para adorá-Lo e honrá-Lo. Todas as nações se curvam e curvar-se-ão perante Ele. Todas concorrerão a Ele. Ele é luz para todos os povos. Basta ver que o sol que Ele criou ilumina todos os povos e aparece ao mesmo tempo para todos os povos. O sol que fica lá em sua órbita, assistindo o movimento da terra. (Textos: Isaías 56.7; 60.3; Jeremias 7.11; Miquéias 4.1; Malaquias 1.11 e Apocalipse 21.24).

Os milhões de deuses (que não existem) são mesmo “criados” nas fantasias dos ateístas, humanistas, agnósticos e outros secularistas, porque o Deus Verdadeiro e Único NUNCA FOI CRIADO. Que disparate! Milhões de deuses. Será que é um deus para cada habitante da terra? Sabe-se que atualmente, há 206 milhões de habitante neste planeta, conforme as últimas estatísticas. Quem faz o censo para contar os deuses? Os palpiteiros, tentando adivinhar os que supostamente existem ou os funcionários uniformizados embarcam nos foguetes e cortam os espaços siderais para fazê-lo? Que insensatez! Que absurdidade!

(2) Na Bíblia não tem mitos, todos os personagens, desde Adão foram personagens reais, das quais falam os profetas e outras figuras humanas bíblicas, como sendo reais. O homem que encabeça as genealogias do mundo secular é ADÃO. É ele o primeiro nas listas genealógicas de outros povos. Não é somente as GENEALOGIAS BÍBLICAS de Gênesis, de 1º Crônicas e Lucas consideram Adão como o primeiro homem da humanidade, mas também as GENEALOGIAS DE OUTROS POVOS. O próprio Jesus reconhece isto, pois faz alusão ao nosso querido ANCESTRAL ADÃO, em Mt 19.4. Ele é referido em toda a Bíblia direta e indiretamente (citado ou aludido) várias vezes, em diversos livros bíblicos e em ocasiões diferentes.

Os que consideram algumas histórias bíblicas (não todas) como mitos (o que não condiz com a verdade) são os que acompanham os ensinos de historiadores, filósofos e teólogos antigos, tais como Clemente de Alexandria, Orígenes e outros Filósofos gregos (Teogônio de Régio, Heráclito, Metrodoro de Lampsaca. Os estóicos Zenão, Clenato, Crisipo que adotaram o mesmo processo) e os judeus helenistas teóricos ou intelectuais que viviam em Alexandria (no Egito), participantes da “Escola Alexandrina” que andavam desejosos de que o mundo grego aceitasse os ensinamentos da Bíblia e que sacrificavam o sentido literal das Escrituras e entendiam e ensinavam o método alegórico delas (as Escrituras). Quem muito demonstraram esse método alegórico, foram também uns tais Filósofos chamados Aristóbulo e Filo. A dependência deste método alegórico estava presente em quase todos os “pais” (teólogos) cristãos dos cinco primeiros séculos, infelizmente.

No século XIX, temos também os teólogos “modernistas” e os “neo-modernistas” (ou “neo liberais”): Rudolf Bultimann, Karl Barth e Cia Ltda.

Para dar apenas um exemplo, a fim de não ser muito extensa esta resposta, vou apenas provar um caso: COMO CONSIDERAR MITOS os capítulos de Gênesis 1, 2, 3 e outros, se ali mesmo, há árvores, vento, nuvens, sopro, fogo e outras coisas CRIADAS COMO REAIS E QUE EXISTEM até os nossos dias? (Explico: com a expressão “até os nossos dias”, não estou dizendo que as árvores contidas no Éden são as mesmas. Não. “até os nossos dias” quero dizer que árvores, vento, nuvens, etc, são coisas reais e que vigoram e existem em nossos dias. Não são lendas!) COMO CONSIDERAR MITOS as personagens contidas em Gênesis, se as coisas à volta dessas personagens são reais e comprovadas pela própria ciência e citadas pelos próprios filósofos céticos? COMO TER TAIS COISAS COMO MITOS, se no próprio texto há coisas reais? Ou são uma coisa e não a outra ou não são nada! E a Serpente que é a transfiguração do Diabo, não era real? (Leia Gênesis 3.1-5 e 14; Apocalipse 12.9 e João 8.44). Ou tudo é mito ou tudo é verdade! Ou Moisés (inspirado por Deus) mentiu ou os teólogos e filósofos da “estrada do nada” são mentirosos! (“Estrada do nada” é título de um artigo meu em andamento).

Quem se reserva no direito de não crer, tem todo o direito, mas perderá as bênçãos de Deus! Espere só e verá!

(03) “reconheço muita coisa em mim ao invés de ser "nada". Sou representante da espécie humana, sou marido amoroso, sou pai dedicado, sou amigo leal, sou professor qualificado, sou cidadão responsável, sou caridoso com que precisa, sou respeitoso com quem está acima de mim...”

Palavras tais como estas acima faz-me lembrar o “Rico Insensato” (Lucas 12.16-21), que conversava com o próprio “umbigo”, a visão de mundo era só Ele (não falou em Deus nenhuma vez, devia ser ateu pela fraseologia), só enxergava ele e suas propriedades e patrimônios. Aliás, não dialogava, apenas monologava: “Que farei?” ... “Farei isto” ... “derribarei” ... “edificarei outros (celeiros”) ...”recolherei” ... “minhas novidades” ... “meus bens” ... “minha alma” ... “como, bebe e folga” ...

(04) “Sua fé deprime e diminui as pessoas”.

Desde quando a fé deprime as pessoas? Em que sentido? Como isto ocorre? A fé é imaterial. Não são os atos das pessoas em particular é que os leva a ficarem oprimidas? A fé oprime? Até parece linguagem de filósofo que diz muitas coisas desencontradas. Diz, diz e diz, mas no fim, nada disse.

Alguém já disse que muitos filósofos são como ALGUÉM QUE num quarto muito escuro, escuro ao extremo, em que esse ALGUÉM está procurando um gato preto, ONDE NÃO TEM GATO!

A fé é a única forma de se achegar a Deus. (Hebreus 11.6). “Sem fé é impossível agradar a Deus, porque convém que aquele que dEle se aproxima,creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam”.

Muniz Freire (ES), 09 de agosto de 2016

Fernandinho do Forum