VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA.

VIOLÊNCIA NOSSA DE CADA DIA.

EVILAZIO RIBEIRO – Consultor Tributário

"Para mim a arquitetura não é o mais importante. Importantes são a família, os amigos e este mundo injusto que devemos modificar". Oscar Niemeyer.

Violência: palavra que se desdobra em vários aspectos do nosso dia a dia. Em alguns casos não lhe damos importância por estar distante da nossa realidade. Por exemplo: a invasão norte-americana ao Iraque e o massacre da população civil, incluindo crianças, talvez incomode as nossas retinas quando assistimos o noticiário pela TV. Mas é só. No entanto, é violência e barbárie: uma criança morre de fome a cada cinco segundos, de acordo com relatório da FAO (Organização das nações Unidas para a Agricultura e Alimentação). Quanto ao que nos afeta mais diretamente, que está mais próximo de nós, podemos relacionar alguns itens. Por exemplo: o descaso com a saúde pública, onde quase todos os hospitais da rede pública estão em estado precário; sem remédios, leitos e profissionais para o atendimento. Isso também é violência! A corrupção é uma outra face da violência. O que falta de recursos para as mais variadas necessidades da população, sobra nas contas dos bancos em paraísos fiscais. (Veja CPI do Banestado). Ela está infiltrada em todas as esferas de poder. Outro dia eu li, sem muita surpresa, que um piloto de helicóptero do governo do estado era segurança de um perigoso traficante. E olha que este é bagrinho! Ficamos imaginado os peixes grandes, os tubarões... Mas o mais próximo de nós, o que mais afeta e assusta é a violência urbana: assaltos, seqüestros relâmpagos, roubo de carros, assassinatos. Não podemos achar que a violência é uma coisa normal e deixar que ela degenere para a banalidade. Hoje, o medo da sociedade não é ilusório nem fruto de manipulação midiática. O quadro nacional da insegurança é de extraordinária gravidade, por diferentes razões. Devem ser destacadas:a magnitude das taxas de criminalidade e a intensidade da violência envolvida; a exclusão, em diversas áreas pobres de nossas grandes cidades, que permanecem sem acesso aos benefícios mais elementares proporcionados pelo Estado Democrático de Direito. (como liberdade de expressão e organização, e o direito trivial de ir e vir); Segmentos expressivos da população brasileira permanecem submetidos à dupla tirania, imposta por criminosos armados e por grupos de policiais corruptos e violentos; O crime se organiza, isto é, penetra cada vez mais fundo e de modo mais orgânico nas instituições públicas; as polícias se deixam invadir, em escala assustadora, pela corrupção, pela promiscuidade com o crime; as práticas policiais continuam marcadas pelo racismo, pelos estigmas de classe, pelos preconceitos contra as minorias sexuais e pela brutalidade. Em vários estados, a matriz da violência é o tráfico de armas e drogas. A dinâmica do comércio ilegal atacadista é acionada sobretudo por criminosos de "colarinho branco", capazes de lavar dinheiro com habilidade de profissionais das finanças ilegais. Esses permanecem impunes, imunes às ações repressivas e ao foco investigativo das polícias estaduais, cuja obsessão unilateral tem sido o varejo, nas favelas, vilas e periferias. Nas áreas pobres em que o comércio varejista se instala, morrem os meninos em confrontos entre grupos rivais ou com policiais.Precisamos reagir e cobrar soluções por parte das autoridades. É o papel delas oferecer segurança para a população, como ação preventiva.

evilazioribeiro
Enviado por evilazioribeiro em 16/01/2007
Código do texto: T348967
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